Biometria por Imersão: Uso da Casca de Prager

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2022

Enunciado

O instrumento abaixo é utilizado para:

Alternativas

  1. A) Aferir a pressão intraocular.
  2. B) Avaliar o corpo ciliar.
  3. C) Comprimir o globo após anestesia retrobulbar.
  4. D) Evitar a compressão corneana durante a biometria.

Pérola Clínica

Técnica de imersão (Casca de Prager) → Evita compressão corneana e erro no cálculo da LIO.

Resumo-Chave

A técnica de imersão utiliza uma cuba preenchida com soro para acoplar a sonda ultrassônica, eliminando a indentação da córnea que ocorre na técnica de contato.

Contexto Educacional

A biometria ultrassônica modo A é essencial para determinar o comprimento axial do globo ocular, dado fundamental para as fórmulas de cálculo de lentes intraoculares (LIO). A técnica de imersão, exemplificada pelo uso da Casca de Prager, é considerada o padrão-ouro na ultrassonografia biométrica. Ao contrário da técnica de aposição (contato), onde o examinador encosta a sonda diretamente na córnea anestesiada, a imersão cria uma coluna líquida. Isso evita a deformação mecânica do segmento anterior. Em olhos curtos (hipermetropes), onde pequenos erros são amplificados, essa precisão é vital para evitar a 'surpresa refracional' após a facoemulsificação.

Perguntas Frequentes

Por que a técnica de imersão é superior à de contato?

Na técnica de contato, a pressão manual da sonda sobre a córnea pode reduzir artificialmente o comprimento axial medido. A imersão utiliza a Casca de Prager com fluido, garantindo que não haja contato físico com o ápice corneano, resultando em medidas mais precisas.

O que é a Casca de Prager?

É um dispositivo cilíndrico de plástico ou acrílico colocado entre as pálpebras do paciente. Ele é preenchido com solução salina ou metilcelulose diluída, permitindo que as ondas de ultrassom viajem pelo meio líquido antes de atingir o olho.

Qual o impacto de um erro de 0,1mm na biometria?

Um erro de apenas 0,1 mm na medição do comprimento axial pode resultar em um erro refracional pós-operatório de aproximadamente 0,25 a 0,30 dioptrias, o que é clinicamente significativo em cirurgias de catarata modernas.

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