Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2024
Um homem de 22 anos de idade, previamente saudável, foi trazido pelo SAMU seguindo um protocolo de trauma. Ele estava envolvido em um acidente automobilístico, colidindo com um objeto fixo, e não estava usando o cinto de segurança. Apresenta o sinal do "olho de boi". Durante a avaliação na sala de emergência, a ultrassonografia (e-FAST) revelou a imagem abaixo (corte para o esterno esquerdo - eixo longo). No exame físico, apresenta uma pontuação de 11 na Escala de Coma de Glasgow, pressão arterial de 82x58 mm Hg, frequência cardíaca de 144 bpm e frequência respiratória de 32 irpm. Acerca do suporte avançado de vida no trauma (Advanced Trauma Life Support), o quadro apresentado e seus conceitos correlatos, julgue o item.O “sinal do olho de boi” indica proptose aguda por provável hemorragia retrobulbar.
Sinal do 'olho de boi' no para-brisa → alto risco de lesão cervical e TCE por impacto direto da cabeça.
O sinal do olho de boi refere-se ao padrão de quebra circular no para-brisa, indicando impacto craniano direto e alta transferência de energia cinética.
No contexto do Advanced Trauma Life Support (ATLS), a análise da biomecânica é o primeiro passo para prever lesões ocultas. O sinal do 'olho de boi' é um achado clássico de colisões frontais onde o ocupante é projetado para frente e para cima. Além das lesões neurológicas, o médico deve estar atento ao tórax e abdome, pois a desaceleração pode causar lesões de órgãos sólidos e grandes vasos. A instabilidade hemodinâmica apresentada (PA 82x58, FC 144) associada a um e-FAST positivo em janela pericárdica direciona o diagnóstico para tamponamento cardíaco, uma emergência que requer descompressão imediata. A questão ressalta a importância de não confundir termos de biomecânica com sinais semiológicos diretos do exame físico ocular.
É o padrão de fratura circular no para-brisa de um veículo causado pelo impacto direto da cabeça do ocupante que não utilizava cinto de segurança. Esse sinal é um marcador de alta transferência de energia e alerta o médico para a necessidade de investigação rigorosa de traumatismo cranioencefálico (TCE) e lesões da coluna cervical, mesmo que o paciente pareça estável inicialmente.
A conduta deve focar na estabilização da coluna cervical e avaliação do nível de consciência. Como o mecanismo indica desaceleração brusca e impacto direto, o índice de suspeição para fraturas cervicais e hemorragias intracranianas deve ser máximo. O protocolo ABCDE do ATLS deve ser seguido rigorosamente, priorizando a via aérea com controle cervical.
No cenário de hipotensão e taquicardia (choque), o e-FAST é fundamental para diferenciar as causas. A janela pericárdica pode identificar tamponamento cardíaco (líquido no saco pericárdico), enquanto as janelas abdominais buscam hemoperitônio. No caso descrito, a imagem de eixo longo para o esterno sugere a busca por efusão pericárdica em um paciente com provável choque obstrutivo ou hipovolêmico.
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