SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015
Nos últimos 50 anos, a incorporação da quimioterapia ao tratamento do câncer ginecológico vem evoluindo constantemente. Com relação às bases teóricas da biologia do crescimento do câncer e uso clínico da quimioterapia, podemos considerar que: I. O tempo de geração celular, se refere à atividade de células tumorais para completar as cinco fases do ciclo celular, constituindo a base da efetividade dos agentes quimioterápicos. Por esse motivo, metástases devem ser mais sensíveis à quimioterapia do que o tumor primário. II. Quando um câncer é microscópico e não palpável, o crescimento é exponencial. À medida que o tumor aumenta, o número de suas células em fase de replicação diminui em razão das limitações impostas por suprimento sanguíneo e aumento da pressão intersticial. III. Os agentes quimioterápicos normalmente atuam por meio da cinética de primeira ordem para matar um número constante de células, por isso, o combinar fármacos tem o objetivo de aumentar a capacidade de destruição celular global. Está correta a alternativa contida em:
Crescimento tumoral: exponencial em fases iniciais, desacelera com volume; quimioterapia mata fração constante de células.
O crescimento tumoral é exponencial em suas fases iniciais, mas desacelera à medida que o tumor aumenta de tamanho devido a fatores como suprimento sanguíneo e pressão intersticial. A quimioterapia age matando uma fração constante de células tumorais (cinética de primeira ordem), não um número fixo.
A compreensão da biologia do crescimento tumoral é fundamental para o uso racional da quimioterapia. O câncer não cresce linearmente; em suas fases iniciais, o crescimento é exponencial, com uma alta fração de células em proliferação. No entanto, à medida que o tumor aumenta de volume, fatores como suprimento sanguíneo inadequado, hipóxia e aumento da pressão intersticial limitam o crescimento, diminuindo a fração de células em replicação ativa. Os agentes quimioterápicos atuam principalmente em células em divisão, e sua eficácia é regida pela cinética de primeira ordem, o que significa que eles matam uma fração constante de células tumorais, e não um número absoluto. Isso implica que, para erradicar o tumor, são necessárias múltiplas doses e ciclos de quimioterapia. A combinação de diferentes fármacos é uma estratégia comum para atingir células em diferentes fases do ciclo celular, superar a resistência e aumentar a eficácia global do tratamento. A sensibilidade das metástases à quimioterapia pode variar. Embora tumores pequenos e com alta fração de crescimento sejam mais sensíveis, metástases podem apresentar heterogeneidade e adquirir resistência, tornando o tratamento mais desafiador. A escolha do regime quimioterápico deve considerar a biologia específica do tumor, o estágio da doença e as características do paciente.
Tumores menores, com maior fração de crescimento e melhor suprimento sanguíneo, são geralmente mais sensíveis à quimioterapia, que atua preferencialmente em células em replicação ativa.
Significa que a quimioterapia mata uma fração constante das células tumorais em um determinado período, e não um número absoluto de células.
A combinação de fármacos visa atingir diferentes alvos no ciclo celular, superar mecanismos de resistência e aumentar a taxa de morte celular total, minimizando a toxicidade de um único agente.
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