Bioética e Câncer Terminal: Autonomia e Suporte Médico

UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020

Enunciado

Um oncologista, após atender a uma senhora de 60 anos de idade, na terceira recidiva de câncer de mama, com múltiplas metástases e derrame pleural bilateral de repetição, concluiu que a paciente não tinha possibilidades terapêuticas de cura. Em razão disso, orientou aprópria paciente e os familiares sobre os cuidados paliativos. Depois desse atendimento, a senhora procurou seu médico ginecologista e manifestou a intenção de se submeter a tratamento quimioterápico experimental, com droga ainda em fase inicial de experimentação clínica e com grande potencial de efeitos colaterais, da qual tomou conhecimento pela rede mundial de computadores. A paciente afirmou que “deseja tentar tudo para continuar viva”. Nessa situação, de acordo com o Código de Ética Médica e a bioética em ginecologia, o ginecologista deve esclarecer detalhadamente os riscos e os benefícios da escolha da paciente e, caso ela persista em sua decisão de buscar por esse novo tratamento, ele deve

Alternativas

  1. A) apresentar à paciente as estatísticas de sobrevida em casos semelhantes e, com a ajuda de familiares diretos da paciente, impedi-la de procurar outros tratamentos.
  2. B) estabelecer um plano de suporte clínico, emocional e espiritual, colocando -se à disposição da paciente para a continuidade dos cuidados médicos.
  3. C) informar à paciente, por respeito à liberdade de escolha, os meios de acesso ao tratamento desejado, evitando prescrevê-lo.
  4. D) recusar-se a continuar atendendo a paciente, a fim de evitar complicações éticas futuras relacionadas à terapêutica desnecessária.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo