UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
Um oncologista, após atender a uma senhora de 60 anos de idade, na terceira recidiva de câncer de mama, com múltiplas metástases e derrame pleural bilateral de repetição, concluiu que a paciente não tinha possibilidades terapêuticas de cura. Em razão disso, orientou aprópria paciente e os familiares sobre os cuidados paliativos. Depois desse atendimento, a senhora procurou seu médico ginecologista e manifestou a intenção de se submeter a tratamento quimioterápico experimental, com droga ainda em fase inicial de experimentação clínica e com grande potencial de efeitos colaterais, da qual tomou conhecimento pela rede mundial de computadores. A paciente afirmou que “deseja tentar tudo para continuar viva”. Nessa situação, de acordo com o Código de Ética Médica e a bioética em ginecologia, o ginecologista deve esclarecer detalhadamente os riscos e os benefícios da escolha da paciente e, caso ela persista em sua decisão de buscar por esse novo tratamento, ele deve
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