IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025
Uma mulher de 65 anos com osteoporose é indicada para iniciar bifosfonatos. Qual é o principal efeito adverso associado a longo prazo com esse tratamento?
Bifosfonatos a longo prazo → risco de fraturas atípicas de fêmur e osteonecrose de mandíbula.
O uso prolongado de bifosfonatos, embora eficaz na prevenção de fraturas osteoporóticas, está associado a efeitos adversos raros, mas graves, como as fraturas atípicas de fêmur, que exigem vigilância clínica.
Os bifosfonatos são a classe de medicamentos mais utilizada no tratamento da osteoporose, atuando na inibição da reabsorção óssea pelos osteoclastos. São eficazes na redução do risco de fraturas vertebrais e não vertebrais em pacientes com osteoporose pós-menopausa e osteoporose masculina. A escolha do bifosfonato e a duração do tratamento dependem de fatores como gravidade da osteoporose, tolerância e risco de efeitos adversos. Apesar de sua eficácia, o uso prolongado de bifosfonatos está associado a efeitos adversos raros, mas importantes, como as fraturas atípicas de fêmur (FAF) e a osteonecrose de mandíbula (ONM). As FAF são fraturas subtrocantéricas ou diafisárias do fêmur que ocorrem com trauma mínimo ou ausente, e sua incidência aumenta com a duração do tratamento. A fisiopatologia envolve a supressão excessiva do remodelamento ósseo, levando ao acúmulo de microdanos. O manejo do tratamento com bifosfonatos exige uma avaliação contínua do risco-benefício. Em pacientes com baixo risco de fratura após 3-5 anos de tratamento, pode-se considerar uma "drug holiday" (pausa terapêutica) para mitigar o risco de FAF e ONM, reavaliando a necessidade de reinício da terapia periodicamente. A vigilância para dor na coxa ou virilha é crucial para o diagnóstico precoce de FAF.
Os principais efeitos adversos a longo prazo dos bifosfonatos incluem fraturas atípicas de fêmur e osteonecrose de mandíbula, embora sejam eventos raros.
Fraturas atípicas de fêmur podem se manifestar com dor na coxa ou virilha por semanas a meses antes da fratura completa, geralmente após trauma mínimo ou ausente.
O "drug holiday" (pausa terapêutica) é considerado para reduzir o risco de efeitos adversos raros, como fraturas atípicas e osteonecrose, em pacientes com baixo risco de fratura após 3-5 anos de tratamento.
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