AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2023
A bexiga hiperativa é um dos diagnósticos associados à incontinência urinária feminina. Considerando esse diagnóstico, assinale a alternativa correta:
Bexiga hiperativa: agonistas beta3 (Mirabegrona) são eficazes e seguros, com menos efeitos adversos que anticolinérgicos.
O tratamento da bexiga hiperativa foca em reduzir a contração involuntária do detrusor. Agonistas beta3 adrenérgicos, como a mirabegrona, atuam relaxando o músculo detrusor durante o enchimento da bexiga, melhorando os sintomas de urgência e frequência com um perfil de segurança favorável em comparação aos anticolinérgicos.
A bexiga hiperativa (BH) é uma síndrome clínica definida por urgência miccional, geralmente acompanhada de frequência urinária e noctúria, com ou sem incontinência de urgência, na ausência de infecção do trato urinário ou outras patologias óbvias. Afeta significativamente a qualidade de vida e é mais prevalente em mulheres e idosos. O diagnóstico é clínico, baseado na história e exclusão de outras causas. A fisiopatologia envolve uma hiperatividade do músculo detrusor, resultando em contrações involuntárias durante a fase de enchimento da bexiga. O diagnóstico diferencial inclui infecção urinária, cistite intersticial, cálculos vesicais e tumores. É crucial uma avaliação uroginecológica completa para descartar outras condições e determinar a melhor abordagem terapêutica. O tratamento inicia com modificações comportamentais e fisioterapia pélvica. Se estas forem insuficientes, a farmacoterapia é introduzida. Anticolinérgicos são eficazes, mas seus efeitos adversos sistêmicos (boca seca, constipação, visão turva, confusão mental em idosos) limitam a adesão. Agonistas beta3 adrenérgicos, como a mirabegrona, representam uma alternativa com eficácia comparável e um perfil de segurança superior, atuando no relaxamento do detrusor e sendo uma opção importante no arsenal terapêutico.
A bexiga hiperativa é caracterizada por urgência miccional, com ou sem incontinência de urgência, geralmente acompanhada de frequência urinária e noctúria, na ausência de infecção ou outras patologias.
O tratamento de primeira linha envolve medidas comportamentais e fisioterapia do assoalho pélvico. Se estas falharem, a terapia farmacológica com anticolinérgicos ou agonistas beta3 adrenérgicos é indicada.
Agonistas beta3 adrenérgicos, como a mirabegrona, oferecem eficácia similar aos anticolinérgicos, mas com um perfil de efeitos adversos mais favorável, especialmente menos boca seca, constipação e efeitos no sistema nervoso central, o que melhora a adesão ao tratamento.
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