Bexiga Hiperativa: Fármacos Antimuscarínicos Essenciais

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2024

Enunciado

Quanto aos fármacos utilizados para o tratamento da bexiga hiperativa, considere os itens a seguir.I. PrometazinaII. DarifenacinaIII. SolifenacinaIV. TolterodinaAssinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Somente os itens I e II são corretos.
  2. B) Somente os itens I e IV são corretos.
  3. C) Somente os itens III e IV são corretos.
  4. D) Somente os itens I, II e III são corretos.
  5. E) Somente os itens II, III e IV são corretos.

Pérola Clínica

Bexiga hiperativa → Darifenacina, Solifenacina, Tolterodina (antimuscarínicos). Prometazina NÃO.

Resumo-Chave

O tratamento farmacológico da bexiga hiperativa frequentemente envolve antimuscarínicos, que atuam relaxando o músculo detrusor. Darifenacina, Solifenacina e Tolterodina são exemplos clássicos dessa classe. Prometazina é um anti-histamínico e não tem indicação primária para bexiga hiperativa.

Contexto Educacional

A bexiga hiperativa é uma síndrome caracterizada por urgência miccional, geralmente acompanhada de frequência e noctúria, com ou sem incontinência de urgência, na ausência de infecção do trato urinário ou outra patologia óbvia. É uma condição comum que afeta significativamente a qualidade de vida. O tratamento farmacológico visa relaxar o músculo detrusor da bexiga, reduzindo as contrações involuntárias que causam os sintomas. Os fármacos de primeira linha para a bexiga hiperativa são os antimuscarínicos (também conhecidos como anticolinérgicos). Eles atuam bloqueando os receptores muscarínicos (principalmente M3) no músculo detrusor, inibindo sua contração. Exemplos incluem Darifenacina, Solifenacina e Tolterodina, que são seletivos para a bexiga e têm perfis de efeitos adversos mais favoráveis em comparação com antimuscarínicos menos seletivos. Outra classe importante são os agonistas beta-3 adrenérgicos, como o Mirabegrom. Para residentes, é crucial conhecer as classes de medicamentos e seus mecanismos de ação para a bexiga hiperativa. A escolha do fármaco depende do perfil do paciente, comorbidades e tolerância aos efeitos adversos, como boca seca, constipação e visão turva, que são comuns aos antimuscarínicos. A Prometazina, apesar de ter alguma atividade anticolinérgica, é primariamente um anti-histamínico e não é indicada para o tratamento da bexiga hiperativa.

Perguntas Frequentes

Quais são as classes de fármacos mais utilizadas para tratar a bexiga hiperativa?

A classe de fármacos mais utilizada para tratar a bexiga hiperativa são os antimuscarínicos (anticolinérgicos), que atuam bloqueando os receptores muscarínicos na bexiga, relaxando o músculo detrusor e reduzindo a contração involuntária.

Quais fármacos antimuscarínicos são comumente prescritos para bexiga hiperativa?

Fármacos como Darifenacina, Solifenacina, Tolterodina, Oxibutinina e Fesoterodina são exemplos de antimuscarínicos frequentemente prescritos para o tratamento da bexiga hiperativa, visando reduzir a urgência, frequência e incontinência.

Por que a Prometazina não é um tratamento para bexiga hiperativa?

A Prometazina é um anti-histamínico de primeira geração com propriedades anticolinérgicas, mas não é um tratamento primário para bexiga hiperativa. Seus efeitos anticolinérgicos são inespecíficos e seu perfil de efeitos adversos a torna inadequada para essa indicação.

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