SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024
O sistema nervoso autônomo influencia diretamente a bexiga e o aparelho urinário. Nas pacientes com bexiga hiperativa, alguns receptores vesicais são importantes e se relacionam com o tratamento medicamentoso. Quanto ao uso dos anticolinérgicos, assinale a alternativa correta.
Anticolinérgicos para bexiga hiperativa bloqueiam receptores M2/M3, mas também causam xerostomia por ação em glândulas salivares.
Os anticolinérgicos são a primeira linha de tratamento farmacológico para bexiga hiperativa, agindo nos receptores muscarínicos M2 e M3 do músculo detrusor para inibir contrações involuntárias. Contudo, esses receptores estão presentes em outras partes do corpo, como as glândulas salivares, o que explica o efeito colateral comum de boca seca (xerostomia).
A bexiga hiperativa (BH) é uma síndrome caracterizada por urgência urinária, com ou sem incontinência de urgência, geralmente acompanhada de frequência e noctúria, na ausência de infecção ou outra patologia óbvia. A fisiopatologia envolve uma hiperatividade do músculo detrusor da bexiga, mediada principalmente pelo sistema nervoso autônomo, com destaque para os receptores muscarínicos. Os anticolinérgicos são a primeira linha de tratamento farmacológico para a BH. Eles atuam bloqueando os receptores muscarínicos M2 e M3, que são abundantes na musculatura detrusora. O bloqueio desses receptores resulta na inibição das contrações involuntárias do detrusor, promovendo o relaxamento da bexiga e aliviando os sintomas de urgência e incontinência. No entanto, a distribuição desses receptores não é exclusiva da bexiga; eles também estão presentes em outras glândulas e órgãos. Por essa razão, os anticolinérgicos podem causar efeitos colaterais sistêmicos. A xerostomia (boca seca) é um dos efeitos adversos mais comuns e incômodos, resultante do bloqueio dos receptores muscarínicos nas glândulas salivares. Outros efeitos incluem constipação (bloqueio em receptores intestinais), visão turva (em receptores oculares) e, em idosos, potencial para confusão mental. Compreender o mecanismo de ação e os efeitos colaterais é crucial para o manejo adequado dos pacientes com bexiga hiperativa e para otimizar a adesão ao tratamento.
Os anticolinérgicos atuam bloqueando os receptores muscarínicos (principalmente M2 e M3) presentes na musculatura detrusora da bexiga. Ao fazer isso, eles inibem as contrações involuntárias do detrusor, reduzindo os sintomas de urgência urinária, frequência e incontinência associados à bexiga hiperativa.
Os efeitos colaterais mais comuns dos anticolinérgicos incluem xerostomia (boca seca), constipação, visão turva e sonolência. Esses efeitos são decorrentes da ação dos medicamentos em receptores muscarínicos presentes em outras partes do corpo, além da bexiga.
Sim, além dos anticolinérgicos, outras opções incluem os agonistas beta-3 adrenérgicos (como mirabegrona), que promovem o relaxamento do detrusor. Terapias de segunda linha incluem injeções de toxina botulínica na bexiga e neuromodulação sacral, para casos refratários.
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