UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020
Paciente de 45 anos, nuligesta, IMC= 22 kg/m² ciclos menstruais regulares, queixa-se que levanta cerca de 8 vezes a noite para urinar e que na maioria das vezes precisa ir às pressas ao banheiro, com medo de se urinar. Nega diabetes, hipertensão e infecção do trato urinário. Ao exame físico: ausência de perdas urinárias na manobra de Valsalva e ausência de distopias genitais. Dentre as opções abaixo, a principal hipótese diagnóstica e seu respectivo tratamento é:
Noctúria + urgência miccional sem perda de esforço = Bexiga Hiperativa → Tratamento inicial com anticolinérgicos.
A bexiga hiperativa é caracterizada por urgência miccional, geralmente acompanhada de frequência e noctúria, com ou sem incontinência de urgência, na ausência de infecção urinária ou outra patologia. O tratamento de primeira linha inclui mudanças comportamentais e terapia farmacológica com anticolinérgicos ou agonistas beta-3.
A bexiga hiperativa (BH) é uma síndrome clínica comum, definida pela International Continence Society (ICS) como urgência miccional, geralmente acompanhada de frequência e noctúria, com ou sem incontinência de urgência, na ausência de infecção do trato urinário ou outra patologia óbvia. Afeta significativamente a qualidade de vida dos pacientes, sendo mais prevalente em mulheres e com o envelhecimento, embora possa ocorrer em qualquer idade. A fisiopatologia envolve uma disfunção do músculo detrusor, que se contrai involuntariamente durante a fase de enchimento da bexiga. O diagnóstico da bexiga hiperativa é essencialmente clínico, baseado na história detalhada dos sintomas. É crucial excluir outras causas de sintomas urinários, como infecção do trato urinário, diabetes mellitus, uso de diuréticos, tumores vesicais ou doenças neurológicas. O exame físico deve incluir avaliação da região pélvica para descartar prolapsos ou outras anormalidades. Testes complementares como o diário miccional são úteis para quantificar a frequência e o volume das micções, e a urodinâmica pode ser considerada em casos refratários ou para diferenciar de outras condições. O tratamento da bexiga hiperativa inicia-se com medidas conservadoras, como modificações comportamentais (treinamento vesical, restrição de líquidos, controle da dieta). Se estas não forem suficientes, a terapia farmacológica é a próxima etapa, com destaque para os anticolinérgicos (antimuscarínicos) como a tolterodina, oxibutinina, solifenacina, que atuam relaxando o detrusor. Agonistas beta-3, como o mirabegrom, também são uma opção. Em casos refratários, podem ser consideradas terapias de terceira linha, como injeção de toxina botulínica na bexiga ou neuromodulação sacral. O manejo adequado visa aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Os principais sintomas da bexiga hiperativa incluem urgência miccional (desejo súbito e inadiável de urinar), frequência urinária aumentada (micções frequentes) e noctúria (acordar à noite para urinar), podendo ou não haver incontinência de urgência.
O tratamento de primeira linha para a bexiga hiperativa envolve modificações comportamentais (treinamento vesical, restrição de líquidos) e, se necessário, terapia farmacológica com anticolinérgicos (como a tolterodina) ou agonistas beta-3, que relaxam o músculo detrusor.
A bexiga hiperativa é caracterizada por urgência e frequência, com ou sem perda urinária de urgência, sem relação com esforço. A incontinência urinária de esforço, por sua vez, é a perda de urina durante atividades que aumentam a pressão abdominal, como tossir ou espirrar, sem urgência prévia.
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