HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Paciente do sexo feminino, 42 anos, refere inicio de polaciúria e urgência miccional hà 6 meses. Refere dor leve em hipogastro e perdas urinárias eventuais. Nega antecedentes pessoais, exceto 2 partos normais. Nega cirurgias prévias. A classe de medicamentos de primeira linha para o tratamento do caso em questão è:
Polaciúria + urgência miccional + perdas urinárias = Bexiga Hiperativa → Antimuscarínicos 1ª linha.
A bexiga hiperativa é caracterizada por urgência miccional, geralmente acompanhada de polaciúria e noctúria, com ou sem incontinência de urgência, na ausência de infecção urinária ou outra patologia óbvia. Os antimuscarínicos são a primeira linha de tratamento farmacológico, atuando no relaxamento do músculo detrusor.
A bexiga hiperativa (BH) é uma síndrome clínica caracterizada por urgência miccional, geralmente acompanhada de polaciúria e noctúria, com ou sem incontinência de urgência, na ausência de infecção do trato urinário ou outra patologia óbvia. É uma condição comum, afetando significativamente a qualidade de vida de milhões de pessoas, especialmente mulheres, e sua prevalência aumenta com a idade. A fisiopatologia da BH envolve a hiperatividade do músculo detrusor, que se contrai involuntariamente durante a fase de enchimento da bexiga. O diagnóstico é clínico, baseado na história dos sintomas e na exclusão de outras causas, como infecção urinária, tumores vesicais ou doenças neurológicas. Um diário miccional pode ser útil para quantificar a frequência e o volume das micções, bem como os episódios de urgência e incontinência. O tratamento da bexiga hiperativa começa com medidas comportamentais, como treinamento da bexiga e modificações na dieta. Quando estas são insuficientes, a primeira linha de tratamento farmacológico são os antimuscarínicos (ex: oxibutinina, tolterodina, solifenacina), que relaxam o detrusor. Alternativas incluem agonistas beta-3 (ex: mirabegrona) e, em casos refratários, injeções de toxina botulínica na bexiga ou neuromodulação. O manejo é individualizado, buscando o equilíbrio entre eficácia e efeitos colaterais.
Os principais sintomas da bexiga hiperativa incluem urgência miccional (desejo súbito e inadiável de urinar), geralmente acompanhada de polaciúria (micções frequentes durante o dia), noctúria (micções frequentes à noite) e, em alguns casos, incontinência urinária de urgência (perda involuntária de urina associada à urgência).
Os antimuscarínicos atuam bloqueando os receptores muscarínicos (principalmente M3) no músculo detrusor da bexiga. Isso inibe as contrações involuntárias do detrusor, que são a base da hiperatividade da bexiga, resultando em aumento da capacidade vesical e redução da frequência e urgência miccional.
As opções de tratamento não farmacológico para bexiga hiperativa incluem modificações comportamentais, como treinamento da bexiga (micção programada), restrição de líquidos irritantes (cafeína, álcool), exercícios para o assoalho pélvico (Kegel) e biofeedback. Essas medidas são frequentemente a primeira linha de abordagem.
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