HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020
Mulher de 48 anos de idade queixa-se de urgência miccional, associada a incontinência urinária e à noctúria, com episódios esporádicos de enurese noturna. Nega disúria, polaciúria ou sensação de esvaziamento incompleto. Realizou estudo urodinâmico, que revelou pressão de perda de 140 mmHg e presença de contrações involuntárias do detrusor. Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável.
Urgência miccional + incontinência + noctúria + contrações involuntárias do detrusor na urodinâmica = Bexiga Hiperativa (Hiperatividade do Detrusor).
A bexiga hiperativa é caracterizada por urgência miccional, com ou sem incontinência de urgência, geralmente acompanhada de frequência e noctúria. O estudo urodinâmico confirmando a presença de contrações involuntárias do detrusor (hiperatividade do detrusor) durante a fase de enchimento é o achado diagnóstico chave para essa condição.
A bexiga hiperativa é uma síndrome clínica caracterizada por urgência miccional, com ou sem incontinência de urgência, geralmente acompanhada de frequência urinária e noctúria, na ausência de infecção do trato urinário ou outra patologia óbvia. Sua importância reside no impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes e na sua alta prevalência, especialmente em mulheres de meia-idade e idosas. A fisiopatologia envolve a hiperatividade do músculo detrusor, que se contrai involuntariamente durante a fase de enchimento da bexiga, mesmo em volumes baixos. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas. O estudo urodinâmico é fundamental para confirmar a hiperatividade do detrusor, demonstrando contrações involuntárias durante o enchimento vesical, e para excluir outras causas de incontinência. A ausência de disúria ou polaciúria atípica ajuda a diferenciar de infecções ou cistite intersticial. O tratamento da bexiga hiperativa inclui modificações comportamentais (treinamento vesical, restrição de líquidos), fisioterapia do assoalho pélvico e terapia farmacológica (antimuscarínicos ou agonistas beta-3). Em casos refratários, podem ser consideradas injeções de toxina botulínica no detrusor ou neuromodulação sacral.
Os sintomas clássicos incluem urgência miccional, com ou sem incontinência de urgência, frequência urinária aumentada e noctúria. Pode haver também enurese noturna esporádica.
O estudo urodinâmico confirma a bexiga hiperativa ao demonstrar contrações involuntárias do músculo detrusor durante a fase de enchimento vesical, na ausência de infecção ou outra patologia óbvia.
A bexiga hiperativa causa incontinência de urgência devido a contrações involuntárias do detrusor. A incontinência urinária de esforço ocorre com atividades que aumentam a pressão abdominal, devido à fraqueza do assoalho pélvico ou esfíncter uretral.
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