INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2023
São medicações utilizadas no tratamento da bexiga hiperativa, exceto:
Pilocarpina é colinérgica, NÃO usada na bexiga hiperativa; antimuscarínicos e beta-3 agonistas são opções.
A bexiga hiperativa é tratada com antimuscarínicos (Solifenacina, Oxibutinina) ou beta-3 agonistas (Mirabegrona) para relaxar o detrusor. Estrogênio tópico pode ser usado em mulheres pós-menopausa. A Pilocarpina é um agonista colinérgico, que contrai a bexiga, sendo contraindicada.
A bexiga hiperativa (BH) é uma síndrome caracterizada por urgência urinária, geralmente acompanhada de frequência e noctúria, com ou sem incontinência urinária de urgência, na ausência de infecção do trato urinário ou outra patologia óbvia. Afeta significativamente a qualidade de vida e é mais comum em mulheres e idosos. O tratamento da BH envolve inicialmente medidas comportamentais, como treinamento da bexiga e modificações na dieta. Quando estas são insuficientes, a terapia farmacológica é indicada. Os antimuscarínicos (ex: oxibutinina, solifenacina, tolterodina) bloqueiam os receptores muscarínicos na bexiga, reduzindo as contrações involuntárias do detrusor. Os agonistas beta-3 adrenérgicos (ex: mirabegrona) ativam os receptores beta-3 no detrusor, promovendo seu relaxamento. O estrogênio tópico pode ser benéfico em mulheres pós-menopausa com atrofia urogenital. A Pilocarpina, por outro lado, é um agonista muscarínico que estimula a contração do músculo detrusor, sendo utilizada em condições como xerostomia ou glaucoma, mas contraindicada na bexiga hiperativa, onde o objetivo é o relaxamento da bexiga. É crucial entender o mecanismo de ação de cada fármaco para evitar erros terapêuticos e otimizar o manejo da BH.
As principais classes são os antimuscarínicos (como oxibutinina, solifenacina, tolterodina) e os agonistas beta-3 adrenérgicos (como mirabegrona). Ambos atuam relaxando o músculo detrusor da bexiga.
A Pilocarpina é um agonista colinérgico muscarínico que estimula a contração do músculo detrusor da bexiga. Seu uso na bexiga hiperativa pioraria os sintomas, pois o objetivo é relaxar a bexiga.
O estrogênio tópico é útil em mulheres pós-menopausa com atrofia vaginal concomitante, pois melhora a saúde do epitélio urogenital, o que pode aliviar os sintomas de bexiga hiperativa associados à deficiência estrogênica.
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