Bexiga Hiperativa: Manejo e Opções Terapêuticas

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021

Enunciado

Paciente com 44 anos, G3P3A0 (3PN), refere ciclos menstruais regulares, procura atendimento ginecológico referindo que há 4 meses iniciou com polaciúria, noctúria, sensação de esvaziamento vesical incompleto, além de urgência miccional associada. Ao exame físico foi observado o descrito abaixo: Hg: HIATO GENITAL: Cp: CORPO PERINEAL; Cvt: COMPRIMENTO DA VAGINA TOTAL; POP-Q: PELVIC CGRGAN PROLAPSE QUANTIFICATION SYSTEM. Após descartar infecção urinária qual a melhor conduta para esta paciente neste momento?

Alternativas

  1. A) Colporrafia anterior e posterior e imipramina 25 mg oral por dia.
  2. B) Cirurgia de sling e solifenacina 5 mg oral por dia.
  3. C) Eletroestimulação transcutânea e oxibutinina 5 mg oral por dia.
  4. D) Treinamento vesical e perineal com cones vaginais.

Pérola Clínica

Bexiga hiperativa (polaciúria, noctúria, urgência) → Tratamento inicial: treinamento vesical, eletroestimulação, antimuscarínicos (oxibutinina).

Resumo-Chave

Os sintomas apresentados são característicos de bexiga hiperativa. O tratamento inicial inclui medidas comportamentais, fisioterapia (eletroestimulação) e farmacoterapia com antimuscarínicos, como a oxibutinina, que relaxam o músculo detrusor.

Contexto Educacional

A bexiga hiperativa é uma síndrome caracterizada por urgência miccional, geralmente acompanhada de polaciúria e noctúria, com ou sem incontinência de urgência, na ausência de infecção urinária ou outra patologia óbvia. Afeta significativamente a qualidade de vida e é mais prevalente em mulheres e idosos. A identificação correta dos sintomas é o primeiro passo para um manejo adequado. A fisiopatologia envolve uma disfunção do músculo detrusor da bexiga, que apresenta contrações involuntárias. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas, após exclusão de infecção urinária e outras causas. Exames complementares como o diário miccional e, em casos selecionados, o estudo urodinâmico, podem auxiliar na confirmação e diferenciação de outros tipos de incontinência. O tratamento é escalonado, iniciando com medidas comportamentais e fisioterapia do assoalho pélvico (como eletroestimulação transcutânea). Se estas não forem suficientes, a farmacoterapia com antimuscarínicos (ex: oxibutinina, solifenacina) ou agonistas beta-3 (ex: mirabegrona) é indicada. Em casos refratários, podem ser consideradas injeções de toxina botulínica na bexiga ou neuromodulação sacral.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da bexiga hiperativa?

Os principais sintomas da bexiga hiperativa incluem urgência miccional (com ou sem incontinência), polaciúria (micção frequente) e noctúria (micção noturna), na ausência de infecção urinária ou outra patologia óbvia.

Como a oxibutinina atua no tratamento da bexiga hiperativa?

A oxibutinina é um antimuscarínico que atua bloqueando os receptores muscarínicos na bexiga, resultando no relaxamento do músculo detrusor e na redução das contrações involuntárias, aliviando os sintomas de urgência e frequência.

Quais são as opções de tratamento conservador para a bexiga hiperativa?

As opções de tratamento conservador incluem modificações comportamentais (restrição de líquidos irritantes, treinamento vesical), fisioterapia do assoalho pélvico (exercícios de Kegel, biofeedback, eletroestimulação) e, em alguns casos, terapias neuromodulatórias.

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