SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2022
Mulher de 60 anos, com queixa de urgência miccional, polaciúria e noctúria, que pioram com o esforço físico, há cerca de cinco anos e piora nos últimos meses. Tem antecedentes de três gestações, todas cesarianas e de terapia hormonal, desde a menopausa, aos 50 anos. O exame físico não visualizou nenhuma alteração e os exames não mostraram nenhum processo infeccioso e/ou metabólico.Diante desde quadro, a hipótese diagnóstica mais provável é a
Urgência miccional, polaciúria e noctúria sem infecção/metabólico → Bexiga Hiperativa.
A bexiga hiperativa é uma síndrome clínica caracterizada por urgência miccional, com ou sem incontinência de urgência, geralmente acompanhada de polaciúria e noctúria, na ausência de infecção urinária ou outra patologia óbvia. A piora com esforço pode confundir com incontinência mista, mas a tríade clássica aponta para bexiga hiperativa.
A bexiga hiperativa (BH) é uma condição comum que afeta milhões de pessoas, especialmente mulheres e idosos, impactando significativamente a qualidade de vida. Sua prevalência aumenta com a idade, e é crucial para residentes reconhecerem seus sintomas para um diagnóstico e manejo adequados. A BH é definida pela International Continence Society (ICS) como uma síndrome caracterizada por urgência miccional, com ou sem incontinência de urgência, geralmente acompanhada de polaciúria e noctúria, na ausência de infecção urinária ou outra patologia óbvia. A fisiopatologia da BH envolve uma disfunção do músculo detrusor da bexiga, que se contrai involuntariamente. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história do paciente e na exclusão de outras causas. É fundamental realizar exames como urocultura e sumário de urina para afastar infecção. O exame físico geralmente é normal, como no caso apresentado, reforçando a hipótese de BH quando os sintomas são típicos. O tratamento da BH inicia-se com medidas comportamentais (treinamento vesical, restrição hídrica noturna, modificação da dieta), seguido por farmacoterapia (anticolinérgicos ou agonistas beta-3). Em casos refratários, podem ser consideradas terapias mais invasivas. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a adesão e o acompanhamento são importantes para o controle dos sintomas e melhora da qualidade de vida do paciente.
Os principais sintomas da bexiga hiperativa incluem urgência miccional (desejo súbito e inadiável de urinar), polaciúria (aumento da frequência urinária diurna) e noctúria (despertar noturno para urinar), podendo ou não haver incontinência de urgência.
O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas característicos e na exclusão de outras causas, como infecção do trato urinário, diabetes mellitus ou outras patologias urológicas. Exames como urocultura e sumário de urina são importantes para afastar infecção.
A bexiga hiperativa é caracterizada pela urgência miccional e contrações involuntárias do detrusor, enquanto a incontinência urinária de esforço ocorre devido à fraqueza do assoalho pélvico e esfíncter uretral, com perda de urina durante atividades que aumentam a pressão intra-abdominal, como tossir ou espirrar.
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