CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2011
Em relação aos efeitos colaterais observados com o uso de betabloqueadores tópicos:
Betabloqueadores tópicos → Podem ↓ HDL e causar bradicardia/broncoespasmo.
Betabloqueadores oculares sofrem absorção sistêmica significativa, podendo alterar o perfil lipídico (redução de HDL) e causar efeitos colaterais cardiorrespiratórios.
Os betabloqueadores tópicos reduzem a pressão intraocular através da diminuição da produção de humor aquoso pelo corpo ciliar. Apesar da via de administração, cerca de 80% da dose pode atingir a circulação sistêmica sem passar pelo metabolismo de primeira passagem hepática. Além dos efeitos metabólicos e cardiorrespiratórios, esses fármacos podem reduzir a produção da camada aquosa do filme lacrimal, exacerbando sintomas de olho seco, e mascarar sintomas de hipoglicemia em pacientes diabéticos.
O uso crônico de betabloqueadores não seletivos, como o Timolol, pode levar a alterações metabólicas sistêmicas devido à absorção pelo ducto nasolacrimal. A alteração mais descrita é a redução dos níveis plasmáticos de HDL (colesterol bom) e, em alguns casos, o aumento dos triglicerídeos, o que pode ter relevância em pacientes com risco cardiovascular elevado.
O Betaxolol é um betabloqueador seletivo Beta-1. Isso confere uma maior segurança relativa em pacientes com doença pulmonar obstrutiva leve (menos broncoespasmo que o Timolol, que é Beta-1 e Beta-2). No entanto, ele ainda pode causar efeitos colaterais cardiovasculares, como bradicardia e hipotensão, e deve ser usado com cautela.
As principais contraindicações incluem asma brônquica, DPOC grave, bradicardia sinusal, bloqueio atrioventricular de segundo ou terceiro grau e insuficiência cardíaca manifesta. Sempre deve-se questionar o paciente sobre doenças sistêmicas antes de prescrever essas drogas para o glaucoma.
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