PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020
Qual das alternativas abaixo indica um medicamento anti-hipertensivo que diminui o débito cardíaco, bem como a secreção de catecolaminas nas sinapses nervosas e inibe a secreção de renina?
Betabloqueadores ↓ débito cardíaco, ↓ catecolaminas e ↓ renina → anti-hipertensivo eficaz.
Os betabloqueadores atuam na hipertensão arterial diminuindo o débito cardíaco (pela redução da frequência e contratilidade), inibindo a liberação de renina pelos rins e reduzindo a atividade simpática central, diminuindo a secreção de catecolaminas.
Os anti-hipertensivos constituem uma classe fundamental de medicamentos no manejo da hipertensão arterial, uma condição crônica que afeta milhões de pessoas globalmente e é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. Compreender os mecanismos de ação de cada classe é essencial para a escolha terapêutica adequada e a otimização do tratamento. Os betabloqueadores são uma classe de anti-hipertensivos que atuam bloqueando os receptores beta-adrenérgicos. Seus principais efeitos na redução da pressão arterial incluem a diminuição do débito cardíaco, resultante da redução da frequência cardíaca e da contratilidade miocárdica (via bloqueio beta-1 cardíaco). Além disso, eles inibem a liberação de renina pelas células justaglomerulares renais (também via bloqueio beta-1), reduzindo a ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona. Outro mecanismo importante é a redução da atividade simpática central, que leva à diminuição da secreção de catecolaminas. Embora não sejam sempre a primeira linha para hipertensão não complicada, são particularmente úteis em pacientes com comorbidades como angina, pós-infarto do miocárdio, taquiarritmias e insuficiência cardíaca (com betabloqueadores específicos e doses tituladas). É importante considerar contraindicações como asma grave e bloqueios atrioventriculares.
Os betabloqueadores agem bloqueando os receptores beta-1 adrenérgicos no coração, o que resulta na diminuição da frequência cardíaca e da contratilidade miocárdica, consequentemente reduzindo o débito cardíaco.
Os betabloqueadores inibem a secreção de renina pelas células justaglomerulares renais, que são estimuladas por receptores beta-1. A redução da renina leva à diminuição da angiotensina II e, assim, da pressão arterial.
Betabloqueadores são amplamente utilizados em outras condições cardiovasculares como angina pectoris, infarto agudo do miocárdio (pós-infarto), arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca (em doses específicas e com cautela), e também em condições não cardíacas como enxaqueca e ansiedade.
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