SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025
A HAS é a presença persistente de pressões arteriais aferidas recorrentemente e ao longo de um período predeterminado, acima de um limiar preestabelecido para uma determinada população definida em um indivíduo, que persistirá ao longo do tempo, presumidamente. Desta forma, o tratamento antihipertensivo deve ser instituído brevemente para que possamos minimizar os agravos sistêmicos, devendo o médico saber orientar aos pacientes os efeitos colaterais esperados por cada classe de drogas utilizadas. Assinale o efeito colateral esperado pela prescrição de Betabloqueadores:
Betabloqueadores → broncoespasmo, especialmente em pacientes com asma/DPOC, devido ao bloqueio de receptores beta-2 pulmonares.
Betabloqueadores não seletivos podem causar broncoespasmo ao bloquear os receptores beta-2 adrenérgicos presentes na musculatura lisa brônquica, levando à sua contração. Mesmo os seletivos (beta-1) podem ter algum efeito em doses mais altas, sendo contraindicados ou usados com extrema cautela em pacientes com doenças obstrutivas das vias aéreas como asma e DPOC.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica comum que exige tratamento contínuo para minimizar os riscos cardiovasculares. Dentre as diversas classes de medicamentos anti-hipertensivos, os betabloqueadores são frequentemente utilizados, mas é fundamental que o médico conheça seus efeitos colaterais para uma prescrição segura e eficaz. O broncoespasmo é um efeito adverso clássico e clinicamente relevante dos betabloqueadores, especialmente os não seletivos. A fisiopatologia do broncoespasmo induzido por betabloqueadores reside no bloqueio dos receptores beta-2 adrenérgicos, que estão abundantemente presentes na musculatura lisa brônquica. A estimulação desses receptores, mediada por catecolaminas endógenas, promove broncodilatação. Ao serem bloqueados, ocorre uma predominância da atividade parassimpática, resultando em broncoconstrição. Isso é particularmente perigoso em pacientes com doenças obstrutivas das vias aéreas, como asma e DPOC, onde a reatividade brônquica já está aumentada. Portanto, a seleção do anti-hipertensivo deve considerar o perfil do paciente. Em indivíduos com histórico de asma ou DPOC, os betabloqueadores são geralmente contraindicados ou devem ser substituídos por outras classes de anti-hipertensivos, como diuréticos tiazídicos, IECA, BRA ou bloqueadores dos canais de cálcio. A educação do paciente sobre os potenciais efeitos colaterais é crucial para a adesão ao tratamento e para que ele possa relatar prontamente qualquer sintoma adverso.
Os betabloqueadores podem causar bradicardia, fadiga, disfunção erétil, insônia, depressão e, notavelmente, broncoespasmo.
Eles bloqueiam os receptores beta-2 adrenérgicos nos brônquios, que são responsáveis pela broncodilatação, levando à broncoconstrição e broncoespasmo.
São contraindicados ou devem ser usados com extrema cautela em pacientes com asma brônquica e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) devido ao risco de exacerbação.
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