Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2021
Qual a classe farmacológica que sabidamente causa insônia?
Betabloqueadores podem causar insônia devido à sua lipofilicidade e penetração no SNC.
Betabloqueadores, especialmente os lipofílicos como o propranolol, podem atravessar a barreira hematoencefálica e causar efeitos adversos no sistema nervoso central, incluindo insônia, pesadelos e fadiga.
Os betabloqueadores são uma classe de medicamentos amplamente utilizada no tratamento de diversas condições cardiovasculares, como hipertensão arterial, angina, arritmias e insuficiência cardíaca, além de outras indicações como enxaqueca e ansiedade. Sua ação principal é bloquear os receptores beta-adrenérgicos, reduzindo a frequência cardíaca, a contratilidade miocárdica e a pressão arterial. No entanto, esses fármacos não são isentos de efeitos adversos. Um dos efeitos colaterais menos conhecidos, mas clinicamente relevante, é a insônia. Essa manifestação é mais comum com betabloqueadores lipofílicos, como o propranolol e o metoprolol, que conseguem atravessar a barreira hematoencefálica e atuar no sistema nervoso central (SNC). A interferência no SNC pode levar a distúrbios do sono, pesadelos e, em alguns casos, até depressão. É importante que o médico esteja ciente desses efeitos para orientar o paciente e, se necessário, ajustar a medicação ou considerar a troca por um betabloqueador hidrofílico (ex: atenolol, nadolol) que tem menor penetração no SNC, ou por outra classe de anti-hipertensivo, visando melhorar a qualidade de vida do paciente.
Betabloqueadores lipofílicos, como o propranolol e o metoprolol, têm maior capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica e, consequentemente, maior probabilidade de causar insônia e outros efeitos no SNC.
A insônia é causada pela capacidade dos betabloqueadores lipofílicos de penetrar no sistema nervoso central, onde podem interferir nos ciclos de sono-vigília e na produção de melatonina.
Além da insônia, os betabloqueadores podem causar pesadelos vívidos, fadiga, depressão e alucinações em alguns pacientes, especialmente os mais idosos.
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