DASA - Diagnósticos da América (SP) — Prova 2024
Qual é uma contraindicação absoluta para betabloqueadores?
Asma = Contraindicação ABSOLUTA para betabloqueadores (risco de broncoespasmo fatal).
Betabloqueadores não seletivos podem bloquear os receptores beta-2 adrenérgicos nos brônquios, levando a broncoconstrição e precipitação de crises asmáticas graves. Mesmo os betabloqueadores cardioseletivos (beta-1) podem ter algum efeito beta-2 em doses mais altas, tornando a asma uma contraindicação absoluta.
Os betabloqueadores são uma classe de medicamentos amplamente utilizada no tratamento de diversas condições cardiovasculares, como hipertensão, angina, insuficiência cardíaca e arritmias. No entanto, sua ação farmacológica, que envolve o bloqueio dos receptores beta-adrenérgicos, pode ter efeitos indesejados em outros sistemas, especialmente no respiratório. A asma brônquica é uma contraindicação absoluta para o uso de betabloqueadores. Isso ocorre porque os receptores beta-2 adrenérgicos estão presentes nos brônquios e sua estimulação leva à broncodilatação. O bloqueio desses receptores pelos betabloqueadores (especialmente os não seletivos, como o propranolol) pode causar broncoconstrição severa e precipitar crises asmáticas graves, com risco de vida. Mesmo os betabloqueadores cardioseletivos (que preferencialmente bloqueiam os receptores beta-1 cardíacos, como o metoprolol ou atenolol) não são totalmente isentos de risco, pois a seletividade é dose-dependente e pode ser perdida em doses mais altas. Outras contraindicações importantes incluem bradicardia sinusal sintomática, bloqueio atrioventricular de segundo ou terceiro grau (na ausência de marcapasso), choque cardiogênico e insuficiência cardíaca descompensada, devido ao risco de agravar a disfunção cardíaca e a bradicardia. Condições como hipertensão, fibrilação atrial e angina estável são, na verdade, indicações comuns para o uso de betabloqueadores.
A asma é uma contraindicação absoluta porque os betabloqueadores, especialmente os não seletivos, podem bloquear os receptores beta-2 adrenérgicos nos brônquios, levando a broncoconstrição severa e precipitação de crises asmáticas potencialmente fatais.
Não, mesmo os betabloqueadores cardioseletivos (que agem preferencialmente nos receptores beta-1 cardíacos) podem ter algum efeito nos receptores beta-2 pulmonares em doses mais altas, ou em pacientes muito sensíveis, e por isso são geralmente contraindicados na asma.
Outras contraindicações incluem bradicardia sinusal sintomática, bloqueio atrioventricular de segundo ou terceiro grau (sem marcapasso), choque cardiogênico e insuficiência cardíaca descompensada. É crucial avaliar o perfil do paciente antes da prescrição.
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