UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021
Homem, 49 anos de idade, em uso de beta-bloqueador será submetido a colecistectomia eletiva. Antes do ato cirúrgico, a conduta correta quanto à medicação deve ser:
Beta-bloqueador em cirurgia eletiva: Manter até o dia da cirurgia para evitar eventos cardíacos.
Beta-bloqueadores devem ser mantidos no período perioperatório em pacientes que já os utilizam cronicamente, especialmente aqueles com risco cardíaco. A suspensão abrupta pode levar a um efeito rebote, com taquicardia, hipertensão e aumento do risco de isquemia miocárdica e arritmias.
O manejo de medicações crônicas no período perioperatório é um aspecto crucial da segurança do paciente e da prevenção de complicações. Para pacientes em uso de beta-bloqueadores, a conduta é geralmente a manutenção da medicação até o dia da cirurgia, incluindo a dose matinal, a menos que haja uma contraindicação específica, como bradicardia sintomática ou hipotensão grave. Essa prática é baseada em evidências que demonstram a importância de evitar a descontinuação abrupta. A fisiopatologia por trás da recomendação de manter os beta-bloqueadores reside no risco de "efeito rebote" adrenérgico. A suspensão súbita da medicação pode levar a um aumento da atividade simpática, resultando em taquicardia, hipertensão, angina e um maior risco de isquemia miocárdica, infarto e arritmias cardíacas no período perioperatório, que já é um período de estresse fisiológico. Pacientes com doença cardíaca isquêmica prévia ou alto risco cardiovascular são particularmente vulneráveis a essas complicações. As diretrizes atuais de cardiologia e anestesiologia recomendam a continuidade dos beta-bloqueadores em pacientes que já os utilizam cronicamente. Para pacientes que não usam beta-bloqueadores, mas apresentam alto risco cardíaco para cirurgia não cardíaca, a introdução de beta-bloqueadores pode ser considerada, idealmente com tempo suficiente para titulação da dose antes da cirurgia. A decisão deve ser individualizada, considerando o risco-benefício e a condição clínica do paciente.
A suspensão abrupta de beta-bloqueadores pode causar um efeito rebote adrenérgico, levando a taquicardia, hipertensão, angina e aumento do risco de isquemia miocárdica e arritmias no período perioperatório.
A manutenção é mais crítica em pacientes com doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, hipertensão arterial ou aqueles que já utilizam a medicação cronicamente para controle de arritmias ou angina.
A maioria das medicações crônicas, incluindo beta-bloqueadores, estatinas e inibidores da ECA/BRA, deve ser mantida até o dia da cirurgia, a menos que haja uma contraindicação específica ou risco de interação.
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