SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Em idosos, o uso de benzodiazepínicos deve ser cauteloso. Assinale a alternativa que descreve o risco mais significativo associado ao uso prolongado de benzodiazepínicos em pacientes geriátricos:
Benzodiazepínicos em idosos → ↑ risco de quedas, fraturas e prejuízo cognitivo.
O uso de benzodiazepínicos em idosos está associado a um aumento significativo da morbimortalidade devido à sedação residual e ataxia, levando a quedas e fraturas.
O envelhecimento altera a composição corporal, aumentando a gordura e diminuindo a água total, o que prolonga a ação de benzodiazepínicos (lipossolúveis). A fragilidade geriátrica torna qualquer grau de sedação um risco potencial para eventos catastróficos como fraturas de quadril, que possuem alta taxa de mortalidade em um ano. A prática clínica moderna exige a desprescrição gradual desses agentes em pacientes crônicos.
Idosos apresentam alterações farmacocinéticas, como aumento da meia-vida de eliminação de fármacos lipossolúveis, e maior sensibilidade farmacodinâmica. Isso resulta em sedação excessiva, ataxia e prejuízo psicomotor, elevando drasticamente o risco de quedas e fraturas de fêmur, além de contribuir para o declínio cognitivo e delirium.
A primeira linha deve ser sempre a higiene do sono e a terapia cognitivo-comportamental para insônia (TCC-I). Caso necessário tratamento farmacológico, deve-se priorizar substâncias com menor perfil de efeitos colaterais em idosos, evitando os benzodiazepínicos conforme preconizado pelos Critérios de Beers.
São uma lista de medicamentos potencialmente inapropriados para uso em idosos, desenvolvida pela Sociedade Americana de Geriatria. Eles orientam médicos sobre fármacos que devem ser evitados ou usados com cautela extrema nessa população devido ao alto risco de efeitos adversos que superam os benefícios clínicos.
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