SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2022
Joana, 19 anos, leva sua primeira filha para a consulta de puericultura na Unidade Básica de Saúde. Vitória está com quase dois meses, e tem sido bem difícil para Joana manter amamentação exclusiva. Ela mora com a sogra, que insiste que o choro da criança está relacionado com o seu leite fraco. São fartas as evidências disponíveis sobre os benefícios da amamentação, entre as quais deve-se assinalar a alternativa correta:
Amamentação prolongada → ↑ desenvolvimento cognitivo e melhor desempenho em testes de inteligência na vida adulta.
O leite materno é um alimento completo que fornece nutrientes essenciais e fatores bioativos que promovem o desenvolvimento cerebral. Estudos longitudinais demonstram que a amamentação, especialmente a exclusiva e prolongada, está associada a melhores resultados cognitivos na infância e até na idade adulta.
A amamentação é uma intervenção de saúde pública com vastas evidências de benefícios para a mãe e o bebê, estendendo-se por toda a vida. O leite materno é uma fonte nutricional completa e dinâmica, adaptando-se às necessidades do lactente, e contém uma miríade de fatores bioativos, imunológicos e de crescimento que não podem ser replicados em fórmulas infantis. Entre os múltiplos benefícios para o lactente, destaca-se o impacto no desenvolvimento cognitivo. Estudos longitudinais robustos têm demonstrado uma associação positiva entre a amamentação (especialmente a amamentação exclusiva e prolongada) e melhores resultados em testes de inteligência e desempenho escolar na infância, adolescência e até mesmo na idade adulta. Isso é atribuído à composição única do leite materno, rica em ácidos graxos essenciais para o desenvolvimento cerebral, e à interação estimulante durante o ato de amamentar. Além dos benefícios cognitivos, a amamentação protege contra infecções comuns da infância (respiratórias, gastrointestinais, otites), reduz o risco de doenças crônicas como diabetes tipo 1 e 2, obesidade e algumas alergias. Também diminui significativamente o risco de Síndrome da Morte Súbita do Lactente (SMSL). Para a mãe, a amamentação auxilia na recuperação pós-parto, reduz o risco de câncer de mama e ovário, e ajuda no espaçamento entre as gestações. É fundamental que os profissionais de saúde apoiem e incentivem a amamentação exclusiva até os seis meses e continuada com alimentos complementares até os dois anos ou mais.
A amamentação oferece proteção contra infecções (respiratórias, gastrointestinais, otites), reduz o risco de alergias, diabetes, obesidade e síndrome da morte súbita do lactente. Além disso, promove o desenvolvimento cognitivo e emocional, e contribui para a formação do vínculo mãe-bebê.
O leite materno contém ácidos graxos poli-insaturados de cadeia longa (como DHA e ARA), que são cruciais para o desenvolvimento cerebral e da retina. Além disso, a interação durante a amamentação estimula o desenvolvimento neurológico e emocional, resultando em melhor desempenho em testes de inteligência e desenvolvimento escolar.
Não, pelo contrário. A amamentação, especialmente a exclusiva e prolongada, está associada a um menor risco de obesidade e sobrepeso na infância e na adolescência. O leite materno ajuda o bebê a regular a ingestão calórica e a desenvolver hábitos alimentares saudáveis.
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