UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
A oferta do seio materno às crianças é um direito biológico e eticamente inquestionável das mães e do filho. Em relação à amamentação NÃO PODEMOS AFIRMAR:
Amamentação é fator protetor para câncer de mama, ovário e endométrio, e ↓ risco de depressão pós-parto.
A amamentação oferece diversos benefícios à saúde materna, incluindo a redução do risco de câncer de mama, ovário e endométrio, além de auxiliar na regulação hormonal pós-parto, diminuindo o risco de depressão. A afirmação de que não é fator de proteção para câncer de ovário está incorreta, pois estudos demonstram essa associação protetora.
A amamentação é um processo fisiológico fundamental que oferece uma vasta gama de benefícios tanto para o lactente quanto para a mãe, estendendo-se para além do período de aleitamento. Para a mãe, os benefícios são imediatos e a longo prazo, impactando diversas áreas da saúde. É um direito biológico e eticamente inquestionável que deve ser promovido e apoiado. Entre os benefícios maternos a longo prazo, destaca-se a proteção contra certos tipos de câncer. A amamentação é um fator protetor bem estabelecido contra o câncer de mama, e estudos também demonstram sua associação com a redução do risco de câncer de ovário e de endométrio. Essa proteção está ligada a mecanismos hormonais, como a supressão da ovulação e a redução da exposição a estrogênios. Além da proteção oncológica, a amamentação contribui para a saúde mental materna, atuando na regulação hormonal e na liberação de ocitocina, o que pode reduzir o risco de depressão pós-parto. Também está associada a um menor risco de desenvolvimento de doenças autoimunes, como a artrite reumatoide, e a um melhor controle metabólico, diminuindo o risco de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Portanto, a afirmação de que a amamentação não é fator de proteção para o câncer de ovário está incorreta.
A amamentação a longo prazo reduz o risco de câncer de mama, ovário e endométrio, osteoporose, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
A proteção contra o câncer de ovário pela amamentação está relacionada à supressão da ovulação durante o período de lactação, o que diminui a exposição dos ovários a ciclos ovulatórios e hormônios associados ao risco de câncer.
Sim, a amamentação pode atuar na regulação da secreção diurna de cortisol e na liberação de ocitocina, hormônios que promovem bem-estar e vínculo, possivelmente reduzindo o risco de depressão pós-parto.
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