SMS São José do Rio Preto - Secretaria Municipal de Saúde (SP) — Prova 2024
O leite materno é o alimento mais rico em nutrientes para o recém-nascido, além de muitos benefícios que contém. Sobre o aleitamento materno, é incorreto afirmar:
Aleitamento materno reduz morbidade por infecções, obesidade e alergias, mas NÃO tem impacto direto na incidência de verminoses.
O leite materno é um alimento completo e oferece inúmeros benefícios imunológicos e nutricionais, protegendo contra infecções bacterianas e virais, reduzindo o risco de obesidade e alergias. No entanto, sua capacidade de reduzir a incidência de verminoses e parasitoses intestinais não é um benefício diretamente comprovado ou primário, pois estas estão mais relacionadas a fatores de higiene e saneamento.
O aleitamento materno é amplamente reconhecido como a forma ideal de nutrição para recém-nascidos e lactentes, oferecendo uma gama incomparável de benefícios para a saúde do bebê e da mãe. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e a sua continuidade com alimentos complementares até os dois anos ou mais. Os benefícios do leite materno são multifacetados. Imunologicamente, ele é rico em anticorpos (especialmente IgA secretora), células imunológicas, enzimas e fatores de crescimento que protegem o bebê contra uma vasta gama de infecções, incluindo diarreia, infecções respiratórias, otite média, bacteremia, meningite bacteriana e enterocolite necrotisante. Nutricionalmente, sua composição é dinâmica e se adapta às necessidades do bebê, promovendo um crescimento e desenvolvimento saudáveis. Além disso, o aleitamento materno está associado à redução do risco de obesidade infantil, diabetes tipo 1 e 2, e algumas alergias (asma, dermatite atópica). No entanto, a afirmação de que reduz a incidência de verminose e parasitoses intestinais é incorreta. Embora o leite materno confira proteção contra infecções gastrointestinais bacterianas e virais, a prevenção de verminoses está mais diretamente ligada a fatores de higiene, saneamento básico e práticas de saúde pública, que não são diretamente influenciados pela composição do leite materno.
O leite materno fornece anticorpos (IgA secretora), leucócitos, lactoferrina e lisozima, que protegem o bebê contra infecções bacterianas, virais e parasitárias, reduzindo a incidência e gravidade de diarreias, otites, infecções respiratórias e meningite.
O aleitamento materno contribui para a redução da obesidade infantil por promover a autorregulação da ingestão alimentar pelo bebê, ter uma composição nutricional ideal e influenciar o desenvolvimento da microbiota intestinal, fatores que modulam o metabolismo e o ganho de peso.
Embora o aleitamento materno reduza significativamente a morbidade e mortalidade por diversas infecções, como diarreia, infecções respiratórias e enterocolite necrotisante, ele não previne *todas* as infecções, mas confere uma proteção substancial e fortalece o sistema imunológico do bebê.
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