Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021
O leite humano pode ter efeito protetivo nas condições abaixo, exceto:
Leite humano protege contra infecções e doenças crônicas, mas não contra botulismo ou DM2.
O leite humano oferece uma vasta gama de benefícios imunológicos e nutricionais, protegendo contra diversas infecções (diarreia, otite) e doenças crônicas (alergias, obesidade, alguns cânceres). No entanto, não há evidências de proteção contra botulismo infantil ou diabetes mellitus tipo 2 (DM2) diretamente pelo leite materno.
O leite humano é reconhecido como o alimento ideal para lactentes, oferecendo uma complexa matriz de nutrientes, fatores imunológicos e bioativos que promovem o crescimento e desenvolvimento saudáveis. Seus benefícios se estendem à proteção contra uma vasta gama de condições, incluindo infecções gastrointestinais (diarreia), respiratórias e otite média, devido à presença de anticorpos, células imunes e outros fatores protetores. Além da proteção contra infecções agudas, o aleitamento materno confere benefícios a longo prazo, como a redução do risco de doenças crônicas não transmissíveis, incluindo obesidade, diabetes tipo 1 e tipo 2 (embora a questão mencione "não insulinodependente", o foco é na prevenção geral do DM), e alergias. Há também evidências de que o aleitamento materno pode diminuir a incidência de alguns tipos de câncer infantil, como linfomas e leucemias. No entanto, é importante reconhecer que o leite humano não é uma panaceia universal. Condições como o botulismo infantil, que é uma intoxicação causada por toxinas produzidas por Clostridium botulinum no intestino do bebê, não são prevenidas pelo aleitamento materno. Da mesma forma, embora o aleitamento materno possa reduzir o risco de diabetes tipo 2, a afirmação de que ele não protege contra o "Diabetes mellitus não insulinodependente" (termo antigo para DM2) é a exceção na lista de proteções, tornando a alternativa D a correta no contexto da questão.
O leite humano contém anticorpos (IgA secretora), leucócitos, lactoferrina, lisozima e oligossacarídeos que atuam na defesa contra patógenos, modulando a microbiota intestinal e reforçando a imunidade do bebê.
O aleitamento materno está associado à redução do risco de obesidade, diabetes tipo 1, doenças cardiovasculares, asma, alergias, e alguns tipos de câncer infantil como linfoma e leucemia.
O botulismo infantil é causado pela ingestão de esporos de Clostridium botulinum que produzem toxinas no intestino. O leite materno não contém anticorpos ou componentes que neutralizem essas toxinas ou impeçam a germinação dos esporos no trato gastrointestinal do bebê.
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