SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
O aleitamento materno e a introdução da alimentação complementar são temas cruciais na prática do médico de Família e Comunidade da equipe de Atenção Primária à Saúde (APS). Em relação aos benefícios do aleitamento materno, é correto afirmar que:
Aleitamento materno prolongado → ↓ risco de obesidade infantil e ↑ benefícios para mãe e bebê.
O aleitamento materno é uma intervenção de saúde pública com múltiplos benefícios. Períodos mais longos de amamentação estão associados a uma menor incidência de obesidade na infância, além de proteger contra infecções e promover a saúde materna e infantil de forma abrangente.
O aleitamento materno é uma prática fundamental para a saúde pública, reconhecida por seus inúmeros benefícios tanto para o lactente quanto para a mãe. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e complementado até os dois anos ou mais. Essa recomendação baseia-se em evidências robustas que demonstram o impacto positivo na redução da morbimortalidade infantil e na promoção da saúde a longo prazo. Para o lactente, o leite materno oferece proteção imunológica contra infecções respiratórias, gastrointestinais e urinárias, além de reduzir o risco de alergias, asma, diabetes tipo 1 e 2, e doenças cardiovasculares na vida adulta. Um dos benefícios mais estudados e confirmados é a associação entre o aleitamento materno prolongado e a redução da probabilidade de a criança evoluir com obesidade. Isso se deve, em parte, à capacidade do bebê amamentado de autorregular sua ingestão calórica e à composição única do leite materno, que se adapta às necessidades do bebê. Para a mãe, o aleitamento materno contribui para a involução uterina, diminuindo o risco de hemorragia pós-parto, e auxilia na recuperação do peso pré-gestacional, embora este processo possa ser gradual. Além disso, reduz o risco de câncer de mama e ovário, diabetes tipo 2 e osteoporose. Portanto, a promoção e o apoio ao aleitamento materno são pilares essenciais na prática do médico de Família e Comunidade, impactando diretamente a saúde da família e da comunidade.
O aleitamento materno protege o bebê contra infecções respiratórias, gastrointestinais e urinárias, reduz o risco de alergias, diabetes, e está associado a um menor risco de obesidade infantil e melhor desenvolvimento cognitivo.
Para a mãe, o aleitamento materno ajuda na involução uterina, reduz o risco de hemorragia pós-parto, auxilia na perda de peso pré-gestacional, e diminui o risco de câncer de mama e ovário, além de osteoporose.
Sim, estudos demonstram que períodos mais prolongados de amamentação estão associados a uma menor probabilidade de a criança desenvolver obesidade na infância e adolescência, devido a fatores como a autorregulação da ingestão e a composição do leite materno.
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