Síndrome Oculoglandular de Parinaud por Bartonella

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2021

Enunciado

Cerca de cinco dias após sofrer mordida no rosto causada pelo gato de estimação, paciente passa a apresentar hiperemia conjuntival unilateral e lesões de aspecto gelatinoso e granulomatoso localizadas nas conjuntivas tarsal superior e inferior. Também foi observado aumento dos linfonodos pré auriculares e submandibulares. Qual o agente etiológico mais frequentemente associado ao quadro descrito?

Alternativas

  1. A) Nocardia asteroides.
  2. B) Coccidioides immitis.
  3. C) Francisella tularensis.
  4. D) Bartonella henselae.

Pérola Clínica

Arranhadura/mordida de gato + conjuntivite granulomatosa + adenopatia pré-auricular = Bartonella henselae.

Resumo-Chave

A Síndrome Oculoglandular de Parinaud é a manifestação ocular clássica da Bartonella henselae, caracterizada por granulomas conjuntivais e linfonodopatia regional ipsilateral.

Contexto Educacional

A Bartonella henselae é uma bactéria gram-negativa transmitida aos humanos principalmente por arranhaduras ou mordidas de gatos (especialmente filhotes) que portam a pulga Ctenocephalides felis. Na Síndrome Oculoglandular de Parinaud, o microrganismo é inoculado diretamente na conjuntiva ou através das pálpebras. O quadro costuma ser autolimitado em pacientes imunocompetentes, mas o uso de antibióticos sistêmicos (como azitromicina ou doxiciclina) pode acelerar a resolução e prevenir complicações como a neurorretinite.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a Síndrome Oculoglandular de Parinaud?

É uma síndrome clínica composta por conjuntivite granulomatosa ou folicular unilateral, acompanhada de linfadenopatia regional ipsilateral (geralmente pré-auricular, submandibular ou cervical). É uma resposta inflamatória a diversos agentes infecciosos.

Qual o agente etiológico mais comum desta síndrome?

A Bartonella henselae, agente da Doença da Arranhadura do Gato, é a causa mais frequente. Outras causas menos comuns incluem tularemia (Francisella tularensis), esporotricose, tuberculose e sífilis.

Como é feito o diagnóstico da infecção por Bartonella henselae?

O diagnóstico baseia-se na história epidemiológica (contato com gatos), quadro clínico compatível e confirmação laboratorial por sorologia (IgM e IgG) ou PCR de material colhido da conjuntiva ou linfonodo.

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