CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2013
Sobre a barreira hematoaquosa, é correto afirmar:
Barreira hematoaquosa → limita proteínas (albumina) no humor aquoso; ↑ permeabilidade na inflamação.
A barreira hematoaquosa mantém a transparência do humor aquoso ao restringir a passagem de proteínas plasmáticas e células, sendo formada por junções oclusivas no epitélio não pigmentado do corpo ciliar.
A barreira hematoaquosa é um componente crítico da fisiologia ocular, funcionando de forma análoga à barreira hematoencefálica. Ela é fundamental para manter o privilégio imune do olho e a clareza óptica. O conhecimento de sua estrutura é essencial para compreender a farmacocinética de colírios e a fisiopatologia das uveítes. Clinicamente, a integridade desta barreira é avaliada indiretamente pelo exame de biomicroscopia. Quando a barreira é comprometida, o acúmulo de proteínas altera o índice de refração do humor aquoso, gerando o efeito Tyndall (flare). O tratamento com corticosteroides visa, entre outros objetivos, estabilizar essas membranas e restaurar a função da barreira.
A barreira hematoaquosa é composta principalmente pelas junções oclusivas (tight junctions) do epitélio não pigmentado do corpo ciliar e pelo endotélio dos vasos sanguíneos da íris. Essas estruturas impedem o livre fluxo de solutos e proteínas do plasma para o humor aquoso, garantindo a transparência necessária para a visão. Em condições normais, a concentração de proteínas no humor aquoso é menos de 1% da concentração plasmática.
Durante processos inflamatórios, como a uveíte, ocorre a quebra da barreira hematoaquosa devido à liberação de mediadores inflamatórios (prostaglandinas, citocinas). Isso resulta em aumento da permeabilidade vascular, permitindo o extravasamento de proteínas e células para a câmara anterior, fenômeno conhecido clinicamente como 'flare' e 'células' na lâmpada de fenda.
A albumina sérica é uma das principais proteínas plasmáticas cujo acesso ao humor aquoso é limitado pela barreira hematoaquosa. A presença de níveis elevados de albumina no aquoso é um marcador de disfunção ou quebra da barreira, indicando patologias oculares ou trauma, já que em condições fisiológicas sua passagem é rigorosamente controlada.
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