CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2015
As barreiras hemato-oculares:
Barreiras hemato-oculares dependem de junções intercelulares fechadas (zônula occludens).
As barreiras hemato-oculares mantêm o privilégio imune e a homeostase retiniana através de junções do tipo 'tight junctions' (zônula occludens) que impedem o fluxo paracelular.
As barreiras hemato-oculares são fundamentais para a transparência dos meios ópticos e o funcionamento dos fotorreceptores. Elas se dividem em hemato-aquosa (íris e corpo ciliar) e hematorretiniana (interna e externa). A integridade dessas barreiras é mantida por proteínas como claudinas e oclusinas nas zônulas occludens. A falha desses mecanismos é a base fisiopatológica de doenças como a retinopatia diabética e o edema macular cistoide.
A barreira hematorretiniana interna (BHRI) é composta pelas células endoteliais dos capilares da retina, que possuem junções de oclusão (zônula occludens) extremamente firmes, impedindo a passagem de moléculas grandes e íons do sangue para o parênquima retiniano.
O Epitélio Pigmentado da Retina (EPR) constitui a barreira hematorretiniana externa. Suas células são unidas por complexos juncionais apicais (zônulas occludens) que regulam o transporte de nutrientes da coriocapilar para os fotorreceptores e impedem a entrada de substâncias tóxicas.
Processos inflamatórios (uveítes) ou vasculares (diabetes) liberam mediadores como o VEGF que desestabilizam as zônulas occludens, aumentando a permeabilidade vascular e resultando em edema macular e exsudação, visíveis no exame de angiofluoresceínografia.
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