HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2023
Gestante, com 39 semanas de gestação, entra na emergência com contrações uterinas fortes e dá à luz a recém-nascido, que apresenta pele bem desenvolvida e funcional ao nascimento, com epiderme espessa e camadas do estrato córneo bem formadas. Sobre a dermatologia pediátrica, assinalar a alternativa CORRETA:
Barreira cutânea RN a termo eficaz (baixa PTGA); prematuro tem barreira subdesenvolvida (alta PTGA).
A pele do recém-nascido a termo é uma barreira eficaz, com baixa perda transepidérmica de água (PTGA), enquanto a pele do prematuro é imatura, com barreira cutânea subdesenvolvida e alta PTGA, o que os torna mais vulneráveis a infecções e desidratação.
A pele do recém-nascido é um órgão complexo e dinâmico, fundamental para a adaptação à vida extrauterina. Suas características variam significativamente com a idade gestacional, sendo um ponto crucial na dermatologia pediátrica e neonatologia. Compreender o desenvolvimento da barreira cutânea é essencial para o manejo adequado do neonato, especialmente os prematuros, que apresentam maior vulnerabilidade. A barreira cutânea é composta principalmente pelo estrato córneo, que atua na regulação da perda transepidérmica de água (PTGA) e na proteção contra agentes externos. Em recém-nascidos a termo, essa barreira é relativamente madura, resultando em baixa PTGA. Contudo, nos prematuros, o estrato córneo é subdesenvolvido, levando a uma PTGA elevada, maior risco de desidratação, hipotermia e infecções. Outros aspectos importantes incluem o pH da superfície cutânea, que é ácido ao nascimento e se mantém assim para proteção, e o estabelecimento do microbioma cutâneo, que ocorre principalmente após o parto e influencia a imunidade e maturação da pele. O conhecimento dessas particularidades permite a implementação de cuidados adequados com a pele do neonato, prevenindo complicações e promovendo um desenvolvimento saudável.
A pele do RN a termo possui uma barreira cutânea eficaz, com epiderme espessa e estrato córneo bem formado, resultando em baixa perda transepidérmica de água (PTGA). Já a pele do prematuro é mais fina, com estrato córneo subdesenvolvido (podendo ter apenas uma camada), o que leva a uma PTGA elevada e maior vulnerabilidade.
Uma barreira cutânea eficaz protege o RN contra a perda excessiva de água, eletrólitos e calor, além de impedir a entrada de microrganismos e substâncias tóxicas. Em prematuros, a barreira imatura aumenta o risco de desidratação, hipotermia, infecções e toxicidade por absorção cutânea.
Não, a colonização da pele do neonato ocorre principalmente após o nascimento, através do contato com a flora vaginal materna (parto normal), pele materna, ambiente e equipe de saúde. O ambiente intrauterino é considerado estéril em condições normais, e o microbioma cutâneo se estabelece e matura no período pós-natal.
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