PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
W.E.F., 42 anos, sexo feminino, bancária, vem apresentando disfagia desde há seis anos. No início, a disfagia se manifestava somente com sólidos, deglutidos em porções maiores, mas progrediu para dificuldade de ingestão até de água. Apresentou perda ponderal de cerca de três quilos, nos últimos seis meses. Sobre a propedêutica para esse caso, e os achados possíveis, qual das afirmativas abaixo está ERRADA:
Disfagia progressiva + perda ponderal: Manometria esofágica é padrão-ouro para função peristáltica. Esofagoscopia avalia mucosa, não peristalse.
A esofagoscopia (endoscopia digestiva alta) é essencial para avaliar a mucosa esofágica e excluir lesões obstrutivas ou malignas, mas não é o exame principal para avaliar a função peristáltica do esôfago. A manometria esofágica é o padrão-ouro para a avaliação da motilidade esofágica.
A disfagia progressiva, especialmente quando evolui de sólidos para líquidos e associada à perda ponderal, é um sintoma alarmante que requer investigação diagnóstica aprofundada para excluir causas graves, como malignidades ou distúrbios motores esofágicos primários, como a acalasia. A propedêutica para disfagia envolve uma combinação de exames. A esofagoscopia (endoscopia digestiva alta) é um exame fundamental para visualizar diretamente a mucosa esofágica, identificar lesões obstrutivas (estenoses, tumores), inflamatórias (esofagites) ou úlceras, e realizar biópsias. No entanto, ela não é o exame principal para avaliar a função peristáltica do esôfago. Para a avaliação da motilidade esofágica, a manometria esofágica de alta resolução é considerada o padrão-ouro, pois mede as pressões e a coordenação das contrações esofágicas e o relaxamento do esfíncter esofagiano inferior (EEI), sendo crucial para o diagnóstico de acalasia (relaxamento incompleto do EEI e aperistalse esofágica). O esofagograma baritado é um exame complementar que pode demonstrar alterações morfológicas e funcionais, como a dilatação esofágica e o 'bico de pássaro' na acalasia. A impedanciometria esofágica, embora mais complexa, pode avaliar o movimento do bolo alimentar e a distensibilidade do órgão, mas não é o exame principal para a função peristáltica.
A manometria esofágica de alta resolução é o exame padrão-ouro para avaliar a motilidade esofágica, identificando distúrbios como acalasia (relaxamento incompleto do EEI) e espasmo esofágico difuso.
O esofagograma baritado é um exame pouco invasivo que pode demonstrar alterações anatômicas, estenoses, dilatações e padrões de esvaziamento, sendo útil na suspeita de acalasia (sinal do 'bico de pássaro').
Não, a esofagoscopia avalia a mucosa esofágica, identificando lesões inflamatórias, úlceras, tumores e estenoses, mas não fornece informações diretas sobre a função peristáltica do esôfago, que é avaliada pela manometria.
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