Balão de Sengstaken-Blakemore: Quando Usar em Varizes?

HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2020

Enunciado

A passagem do balão de Sengstaken-Blakemore em pacientes com varizes de esôfago hemorrágicas:

Alternativas

  1. A) Deve ser realizada com o objetivo de complementar o tratamento endoscópico de emergência
  2. B) É um procedimento obsoleto, que não deve ser empregado.
  3. C) Deve ser utilizada quando ocorre recidiva hemorrágica, com repercussão hemodinâmica significativa após o tratamento endoscópico.
  4. D) Está contra-indicada nos doentes incluídos na categoria C da classificação de Child-Pugh
  5. E) É a primeira medida a ser empregada nos pacientes com insuficiência respiratória e rebaixamento do nível de consciência

Pérola Clínica

Balão de Sengstaken-Blakemore: Uso de resgate em recidiva hemorrágica de varizes esofágicas com instabilidade hemodinâmica pós-endoscopia.

Resumo-Chave

O balão de Sengstaken-Blakemore é uma medida temporária de resgate para controlar sangramentos de varizes esofágicas refratários ao tratamento endoscópico ou quando este não está disponível. Não é a primeira linha de tratamento, mas sim uma ponte para outras terapias definitivas.

Contexto Educacional

A hemorragia por varizes esofágicas é uma complicação grave da hipertensão portal, frequentemente associada à cirrose hepática, e representa uma emergência médica com alta morbimortalidade. O manejo inicial envolve a estabilização hemodinâmica, proteção de vias aéreas e o uso de drogas vasoativas (terlipressina, octreotida) para reduzir o fluxo sanguíneo esplâncnico. O tratamento de primeira linha é a endoscopia digestiva alta, com ligadura elástica ou escleroterapia das varizes. O balão de Sengstaken-Blakemore, ou outros tubos de tamponamento como o Linton-Nachlas, é uma medida de resgate. Ele não é o tratamento inicial, nem é obsoleto, mas sim uma ferramenta valiosa em situações específicas. Sua principal indicação é quando há recidiva hemorrágica com repercussão hemodinâmica significativa após o tratamento endoscópico inicial, ou quando a endoscopia não pode ser realizada imediatamente. O balão exerce pressão direta sobre as varizes sangrantes, controlando temporariamente a hemorragia. É fundamental que o uso do balão seja temporário, geralmente por no máximo 24 horas, e que o paciente seja monitorado intensivamente devido ao risco de complicações graves, como aspiração pulmonar, necrose esofágica e ruptura. Após o controle do sangramento com o balão, deve-se planejar uma nova tentativa de tratamento endoscópico ou outras terapias definitivas, como o TIPS (shunt portossistêmico intra-hepático transjugular), para prevenir novas hemorragias. A classificação de Child-Pugh avalia a função hepática e o prognóstico, mas não contraindica o uso do balão em uma emergência de sangramento refratário.

Perguntas Frequentes

Qual é a principal indicação para o uso do balão de Sengstaken-Blakemore em pacientes com varizes esofágicas?

A principal indicação é o controle temporário de sangramento ativo e maciço de varizes esofágicas que não respondeu ao tratamento endoscópico inicial (ligadura elástica ou escleroterapia) ou quando a endoscopia não está imediatamente disponível. Ele serve como uma medida de resgate para estabilizar o paciente.

Por que o balão de Sengstaken-Blakemore não é a primeira medida a ser empregada no sangramento de varizes?

O balão de Sengstaken-Blakemore é um procedimento invasivo com potenciais complicações graves, como necrose esofágica, aspiração e ruptura esofágica. A terapia endoscópica (ligadura elástica) e a farmacoterapia (vasoconstritores esplâncnicos) são mais seguras e eficazes como tratamento de primeira linha.

Quais são as principais complicações associadas ao uso do balão de Sengstaken-Blakemore?

As complicações incluem aspiração pulmonar, necrose por pressão no esôfago ou estômago, ruptura esofágica, deslocamento do balão e obstrução das vias aéreas. Por isso, seu uso deve ser monitorado de perto e por tempo limitado, geralmente não excedendo 24 horas.

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