HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2019
São contraindicações de uso de balão intra-aórtico, exceto:
Doença vascular periférica é contraindicação RELATIVA ao balão intra-aórtico, não absoluta como insuficiência aórtica grave ou aneurisma.
O balão intra-aórtico (BIA) é um dispositivo de suporte circulatório temporário. Insuficiência aórtica severa, aneurisma ou dissecção de aorta são contraindicações ABSOLUTAS devido ao risco de agravamento da condição ou complicações graves. A doença vascular periférica é uma contraindicação RELATIVA, pois pode dificultar a inserção ou aumentar o risco de isquemia de membro, mas não impede o uso se o benefício superar o risco.
O balão intra-aórtico (BIA) é um dispositivo de suporte circulatório mecânico temporário amplamente utilizado em cardiologia para pacientes com choque cardiogênico ou insuficiência cardíaca grave. Seu mecanismo de ação baseia-se na contrapulsação: o balão infla durante a diástole, aumentando a perfusão coronariana e sistêmica, e desinfla rapidamente antes da sístole, diminuindo a pós-carga e o trabalho cardíaco. No entanto, o uso do BIA possui contraindicações importantes que devem ser rigorosamente avaliadas. As contraindicações absolutas incluem insuficiência aórtica severa (pois o balão aumentaria a regurgitação), aneurisma ou dissecção de aorta (risco de ruptura ou progressão da dissecção) e doença arterial obstrutiva periférica grave que impeça a passagem do cateter ou aumente o risco de isquemia de membro. A doença vascular periférica é frequentemente considerada uma contraindicação relativa, pois, embora aumente o risco de complicações no sítio de inserção ou de isquemia do membro, pode ser manejada com técnicas de inserção alternativas ou em casos onde o benefício do BIA supera os riscos. A insuficiência mitral aguda, por outro lado, é uma indicação para o BIA, pois a redução da pós-carga pode diminuir a regurgitação. O residente deve dominar essas indicações e contraindicações para a tomada de decisão clínica segura e eficaz.
O balão intra-aórtico infla durante a diástole, aumentando a perfusão coronariana e sistêmica, e desinfla durante a sístole, reduzindo a pós-carga e o trabalho cardíaco, melhorando assim o débito cardíaco.
Na insuficiência aórtica severa, o balão intra-aórtico, ao inflar na diástole, aumentaria o volume de regurgitação aórtica, piorando a condição do paciente em vez de melhorá-la.
As principais indicações incluem choque cardiogênico refratário a outras terapias, insuficiência mitral aguda grave, angina instável refratária, ponte para transplante cardíaco e suporte durante procedimentos de alto risco.
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