PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2026
As ações abaixo descritas correspondem aos prováveis mecanismo de ação do Balão de Bakri no controle da hemorragia puerperal, EXCETO:
Balão de Bakri = Tamponamento por pressão hidrostática > pressão arterial sistêmica.
O Balão de Bakri atua por compressão mecânica e hidrostática das artérias uterinas, não possuindo mecanismo de liberação farmacológica local.
O manejo da hemorragia puerperal (HPP) é uma competência crítica em obstetrícia. O Balão de Bakri representa um avanço no tratamento conservador da atonia uterina, permitindo evitar histerectomias de emergência em muitos casos. Sua eficácia baseia-se na lei de Pascal, onde a pressão aplicada ao fluido dentro do balão é transmitida integralmente às paredes do útero. É fundamental que o residente compreenda que o balão é um dispositivo mecânico e não um sistema de entrega de drogas. A falha no controle do sangramento após a insuflação correta do balão sugere a necessidade imediata de intervenção cirúrgica ou embolização de artérias uterinas.
O Balão de Bakri exerce sua função através do tamponamento intrauterino. Ao ser preenchido com solução salina, ele gera uma pressão hidrostática interna que deve ser superior à pressão arterial sistêmica. Essa pressão comprime diretamente os sinusoides venosos e as artérias uterinas no leito placentário, além de estimular reflexamente a contração do miométrio, auxiliando no controle da atonia uterina.
Não há um valor numérico fixo de pressão em mmHg monitorado rotineiramente, mas o volume de preenchimento (geralmente entre 250ml a 500ml) deve ser suficiente para cessar o sangramento visível pelo dreno do balão. O princípio fisiológico é que a pressão exercida contra a parede uterina supere a pressão de perfusão capilar e arterial local.
Não, o balão de Bakri é uma medida de segunda linha ou adjuvante. O protocolo de hemorragia pós-parto inicia com massagem uterina e uterotônicos (ocitocina, metilergometrina, misoprostol). O balão é indicado quando as medidas farmacológicas falham ou como 'ponte' para procedimentos cirúrgicos definitivos, mantendo a estabilidade hemodinâmica.
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