Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2020
Paciente FGO, 53 anos, masculino, 70 kg, no 1° dia do pós-operatório de uma gastrectomia parcial apresenta as seguintes anotações da enfermagem nas últimas 24 horas: Soros recebidos: 2000 ml; Diurese: 1300 ml; Sonda nasogástrica: 1700 ml. Considerando o caso descrito, assinale a alternativa CORRETA:
Reposição hídrica pós-op = necessidade básica + perdas anormais (sonda, febre, fístula) + perdas insensíveis (10-15 mL/kg/dia).
O cálculo da reposição hídrica pós-operatória deve considerar a necessidade básica de água (geralmente 30-40 mL/kg/dia para adultos), as perdas insensíveis (que aumentam em situações de estresse cirúrgico) e as perdas anormais (como débito de sonda nasogástrica, drenos, fístulas, diarreia). A alternativa correta reflete a necessidade de adicionar um volume extra para cobrir perdas insensíveis e o estresse metabólico.
O balanço hídrico no pós-operatório é um pilar fundamental no manejo do paciente cirúrgico, visando manter a homeostase hidroeletrolítica e prevenir complicações. A reposição hídrica deve ser cuidadosamente calculada, considerando a necessidade básica diária de água, as perdas insensíveis (pela pele e respiração, que podem aumentar em situações de febre, taquipneia ou ambiente seco) e as perdas anormais (como débito de sondas, drenos, fístulas, vômitos ou diarreia). A necessidade básica de água para adultos é de aproximadamente 30-40 mL/kg/dia. As perdas insensíveis são estimadas em cerca de 10-15 mL/kg/dia, mas podem ser significativamente maiores no paciente cirúrgico devido ao estresse metabólico e à resposta inflamatória. Débitos de sonda nasogástrica, como no caso da gastrectomia, representam uma perda importante de volume e eletrólitos que deve ser reposta mililitro a mililitro, preferencialmente com soluções eletrolíticas adequadas. Além da água, a reposição eletrolítica, especialmente de sódio e potássio, é crucial. O potássio é frequentemente perdido em grandes volumes gastrointestinais e sua reposição é quase sempre necessária. A oferta de glicose deve ser monitorada, pois a resposta endócrino-metabólica ao trauma cirúrgico induz resistência à insulina e tendência à hiperglicemia, sendo prudente limitar a oferta a cerca de 100-150 g/dia para evitar descompensações metabólicas. O manejo adequado do balanço hídrico e eletrolítico é essencial para a recuperação e prevenção de morbidades pós-operatórias.
A necessidade básica de água para um adulto é geralmente estimada em 30-40 mL/kg/dia. Para pacientes com peso entre 20-60 kg, pode-se usar a regra de 1500 mL + 20 mL/kg para cada kg acima de 20 kg.
As principais fontes incluem perdas insensíveis (pele e respiração, cerca de 10-15 mL/kg/dia, mas podem aumentar com febre ou taquipneia), diurese, débito de sondas (nasogástrica, vesical), drenos, fístulas e perdas gastrointestinais (vômitos, diarreia).
No pós-operatório imediato, a resposta endócrino-metabólica ao estresse cirúrgico leva a uma resistência insulínica e tendência à hiperglicemia. Limitar a oferta de glicose (geralmente < 100-150 g/dia) ajuda a evitar a hiperglicemia, que pode prejudicar a cicatrização e aumentar o risco de infecções.
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