UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020
Pode-se afirmar que este ECG é compatível com um paciente que, ao exame físico, apresenta:
Baixa voltagem no ECG + taquicardia sinusal → Derrame pericárdico com hipofonese de bulhas.
A baixa voltagem dos complexos QRS no ECG, especialmente em todas as derivações, é um achado sugestivo de derrame pericárdico significativo, que pode levar à hipofonese das bulhas cardíacas ao exame físico devido à atenuação do som pelo líquido no pericárdio. Outros achados incluem taquicardia sinusal e, em casos de tamponamento, alternância elétrica.
A interpretação do eletrocardiograma (ECG) é uma habilidade fundamental para qualquer médico, e a identificação de achados como a baixa voltagem dos complexos QRS pode ser crucial para o diagnóstico de condições graves. A baixa voltagem é definida por complexos QRS com amplitude menor que 5 mm nas derivações dos membros ou menor que 10 mm nas derivações precordiais. Este achado, quando generalizado, sugere que algo está atenuando a atividade elétrica cardíaca. Entre as causas de baixa voltagem no ECG, o derrame pericárdico é uma das mais importantes, especialmente quando evolui para tamponamento cardíaco. Nesses casos, o líquido acumulado no saco pericárdico atua como um isolante elétrico, diminuindo a amplitude dos complexos QRS. Ao exame físico, essa atenuação elétrica se manifesta como hipofonese das bulhas cardíacas, além de outros sinais como turgência jugular, pulso paradoxal e taquicardia. Outras condições que podem cursar com baixa voltagem no ECG incluem mixedema, obesidade severa, enfisema pulmonar grave (devido ao aumento da distância entre o coração e a parede torácica), e doenças infiltrativas como a amiloidose cardíaca. Para o residente, é vital correlacionar os achados do ECG com o quadro clínico e o exame físico para estabelecer um diagnóstico diferencial preciso e iniciar a conduta adequada, especialmente em situações de emergência como o tamponamento cardíaco.
Baixa voltagem no ECG é definida por complexos QRS com amplitude inferior a 5 mm nas derivações dos membros ou inferior a 10 mm nas derivações precordiais. Indica que a atividade elétrica do coração está sendo atenuada antes de chegar à superfície do corpo.
As principais causas de baixa voltagem no ECG incluem derrame pericárdico (especialmente tamponamento cardíaco), mixedema (hipotireoidismo grave), obesidade, enfisema pulmonar grave (DPOC), amiloidose cardíaca e pericardite constritiva.
Em casos de derrame pericárdico significativo, a baixa voltagem no ECG frequentemente se correlaciona com hipofonese de bulhas cardíacas ao exame físico, devido à presença de líquido no saco pericárdico que abafa os sons cardíacos. Em casos de tamponamento, pode haver também pulso paradoxal e turgência jugular.
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