UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Mulher de 32 anos, em acompanhamento no ambulatório de infertilidade, apresenta diagnóstico de baixa reserva ovariana. É diabética do tipo 1. Nega cirurgias prévias. Na história familiar, sua mãe teve a menopausa aos 39 anos. A ultrassonografia transvaginal demonstra cisto ovariano anecoico de 4cm. Nesse caso, o fator de risco para baixa reserva ovariana é:
Menopausa materna precoce → principal fator de risco genético para baixa reserva ovariana na filha.
A história familiar de menopausa precoce, especialmente na mãe, é um forte preditor genético de baixa reserva ovariana e insuficiência ovariana primária na prole feminina, refletindo uma predisposição genética para o envelhecimento ovariano acelerado.
A baixa reserva ovariana (BRO) é uma condição caracterizada pela diminuição do número e/ou qualidade dos oócitos nos ovários, resultando em menor potencial de fertilidade. É uma causa comum de infertilidade feminina e representa um desafio significativo na medicina reprodutiva. A prevalência aumenta com a idade, mas pode ocorrer em mulheres mais jovens devido a diversos fatores. A fisiopatologia da BRO envolve o esgotamento acelerado da pool de folículos primordiais. Fatores genéticos desempenham um papel crucial, sendo a história familiar de menopausa precoce (especialmente na mãe) um dos mais fortes preditores. Outros fatores incluem cirurgias ovarianas, tratamentos oncológicos, doenças autoimunes e tabagismo. O diagnóstico é feito pela dosagem de AMH, FSH e contagem de folículos antrais. O manejo da BRO é complexo e individualizado, podendo incluir técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV), com ou sem doação de óvulos, dependendo da gravidade e da idade da paciente. É fundamental o aconselhamento genético e a discussão das opções reprodutivas com as pacientes, visando otimizar as chances de gravidez e abordar as expectativas.
Os principais marcadores incluem o hormônio antimülleriano (AMH), a contagem de folículos antrais (CFA) por ultrassonografia transvaginal e o FSH basal no 3º dia do ciclo menstrual.
A idade é o fator mais importante na diminuição da reserva ovariana, com um declínio acelerado após os 35 anos, tanto em quantidade quanto na qualidade dos óvulos, impactando diretamente a fertilidade.
Outras causas incluem cirurgias ovarianas prévias (ex: cistectomia), endometriose, tratamentos oncológicos (quimioterapia, radioterapia), doenças autoimunes e fatores ambientais como tabagismo.
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