UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2021
Escolar do sexo feminino com 6 anos de idade, previamente saudável, é trazido ao seu consultório com queixa de baixa estatura. A família tem boas condições socioeconômicas, alimentação dentro do padrão preconizado. A mãe mede 1,55 m (entre score -1 e -2) e o pai mede 1,75 (entre score 0 e -1). Há exatamente um ano sua estatura era de 110cm e pesava 17,8 kg. Exames complementares realizados previamente mostram os seguintes resultados: hemograma normal, Urina I normal, Protoparasitológico de fezes com três amostras negativas e idade óssea compatível com cinco anos. Atualmente, a criança mede 115 cm (score 0) e pesa 20 kg, tem desenvolvimento neuropsicomotor adequado e restante do exame físico normal. A melhor conduta é
Baixa estatura com velocidade de crescimento normal e idade óssea compatível → reavaliar periodicamente, sem investigação agressiva.
Em crianças com baixa estatura, mas com velocidade de crescimento adequada para a idade e sem outros sinais de alerta (ex: dismorfias, doenças crônicas), a conduta inicial é tranquilizar a família e monitorar o crescimento. A idade óssea ligeiramente atrasada é comum em atraso constitucional do crescimento.
A baixa estatura em crianças é uma queixa comum que gera ansiedade familiar e exige uma abordagem sistemática. É definida como estatura abaixo do percentil 3 para a idade e sexo, ou abaixo de -2 desvios-padrão. A epidemiologia varia, mas a maioria dos casos é de variantes normais do crescimento, como baixa estatura familiar e atraso constitucional do crescimento, que não requerem intervenção. A avaliação inicial deve focar na velocidade de crescimento, que é o indicador mais importante de um problema subjacente. Uma velocidade de crescimento normal para a idade, como no caso da questão (5 cm/ano para 6 anos), geralmente indica uma variante normal. A idade óssea, embora atrasada, é compatível com o atraso constitucional. Outros fatores como história familiar, peso e desenvolvimento neuropsicomotor são cruciais para o diagnóstico diferencial. A conduta para variantes normais do crescimento é o acompanhamento clínico, tranquilizando a família e monitorando a curva de crescimento a cada 6-12 meses. Exames complementares só são indicados se houver sinais de alerta, como velocidade de crescimento reduzida, dismorfias, puberdade precoce ou tardia, ou sinais de doenças crônicas.
A investigação de baixa estatura é indicada quando há velocidade de crescimento abaixo do percentil 25 para a idade, estatura abaixo do percentil 3 para a idade, ou sinais de dismorfias e doenças crônicas.
A idade óssea ajuda a determinar o potencial de crescimento restante e a diferenciar entre baixa estatura familiar (idade óssea compatível com a cronológica) e atraso constitucional do crescimento (idade óssea atrasada).
Na baixa estatura familiar, a idade óssea é compatível com a cronológica, e a estatura final tende a ser baixa, mas dentro do alvo genético. No atraso constitucional, a idade óssea é atrasada, e a criança atinge a estatura final mais tarde, mas dentro do alvo genético.
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