UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Menino, 13 anos, em investigação de baixa estatura. Mãe refere que sempre notou que o filho era menor que os outros da mesma idade, porém, nos últimos 2 anos, essa diferença vem se acentuando. Nega outras queixas, doenças crônicas ou uso de medicamentos. Nasceu de parto normal a termo, com 3.500 g e 49 cm. O pai mede 185 cm e a mãe, 172 cm. Ao exame: estatura 131,5 cm, envergadura 136 cm, púbis-pé 67,5 cm. Tanner G1P1, sem dismorfias ou outras alterações. Mãe traz anotações de estaturas anteriores: 12 anos 127 cm, 11 anos 123 cm. Radiografia de idade óssea aos 12 anos e 6 meses compatível com 8 anos. Analisando os dados antropométricos do paciente, de acordo com o gráfico e as informações apresentadas, podemos afirmar que
Baixa estatura + atraso puberal + idade óssea ↓ + queda canal crescimento + alvo genético ↑ → Investigar deficiência de GH.
A combinação de atraso puberal, idade óssea significativamente atrasada (4,5 anos), e uma história de queda da velocidade de crescimento em um paciente com alvo genético alto, sugere fortemente uma causa patológica para a baixa estatura, como a deficiência de hormônio de crescimento, que requer investigação hormonal.
A baixa estatura é uma queixa comum na pediatria, definida como estatura abaixo do 3º percentil ou -2 desvios-padrão para idade e sexo. É crucial diferenciar as variantes normais do crescimento (baixa estatura familiar e atraso constitucional do crescimento e puberdade) das causas patológicas, que podem ter implicações significativas para a saúde e desenvolvimento do indivíduo. A epidemiologia varia conforme a causa, mas a detecção precoce é fundamental para intervenção. A investigação da baixa estatura envolve uma análise detalhada da história clínica, exame físico e dados antropométricos. Sinais de alerta para baixa estatura patológica incluem queda na velocidade de crescimento, desproporções corporais, dismorfias, atraso puberal e idade óssea significativamente atrasada. A idade óssea é um marcador importante da maturação esquelética e um atraso acentuado, como no caso apresentado, sugere uma causa endócrina, como a deficiência de hormônio de crescimento. O tratamento da baixa estatura depende da etiologia. Em casos de deficiência de hormônio de crescimento, a reposição hormonal é a terapia de escolha, com excelentes resultados se iniciada precocemente. O prognóstico está diretamente relacionado ao diagnóstico e tratamento adequados, visando otimizar o potencial de crescimento final e a qualidade de vida do paciente.
Sinais incluem queda na velocidade de crescimento, atraso puberal, idade óssea significativamente atrasada e estatura muito abaixo do alvo genético, diferenciando-a da baixa estatura constitucional.
A idade óssea reflete a maturação esquelética e é crucial para diferenciar causas de baixa estatura. Um atraso significativo pode indicar deficiência hormonal, enquanto uma idade óssea avançada pode sugerir puberdade precoce.
Suspeita-se de deficiência de GH em adolescentes com baixa estatura, velocidade de crescimento reduzida, atraso puberal e idade óssea acentuadamente atrasada, especialmente se houver um alvo genético alto.
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