UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2023
Fátima de Sá, 32 anos, vem à consulta trazendo sua filha, Tábata, 3 anos, porque há mais ou menos 2 meses está mais preocupada, pois acha que o tamanho de sua filha está menor do que o dos seus primos e irmã mais nova. Nega antecedentes pessoais e familiares relevantes em relação à queixa. Nega alterações no hábito intestinal, porém acha que a filha come muito pouco. Em relação à avaliação inicial no caso de Tábata, é correto afirmar:
Baixa estatura infantil → avaliação inicial com gráficos de crescimento da caderneta da criança é essencial.
A caderneta da criança, com seus gráficos de crescimento padronizados pela OMS, é a ferramenta mais importante na avaliação inicial da baixa estatura, permitindo identificar desvios no padrão de crescimento ao longo do tempo.
A baixa estatura em crianças é uma queixa comum na pediatria e pode gerar grande ansiedade nos pais. A avaliação adequada é fundamental para diferenciar variações da normalidade (como baixa estatura familiar ou atraso constitucional do crescimento) de condições patológicas que requerem intervenção. A epidemiologia da baixa estatura varia, mas é um indicador importante de saúde e nutrição. A avaliação inicial deve ser abrangente, começando com uma anamnese detalhada sobre o histórico de crescimento, alimentação, doenças preexistentes e histórico familiar. O exame físico deve ser completo. Contudo, a ferramenta mais importante é a caderneta da criança, que contém os gráficos de crescimento da Organização Mundial da Saúde (OMS). Plotar o peso e a altura da criança nesses gráficos permite visualizar o padrão de crescimento ao longo do tempo e identificar desvios. A partir da análise dos gráficos, pode-se determinar se há uma desaceleração do crescimento ou se a criança está abaixo do percentil esperado para sua idade e sexo. Somente após essa avaliação inicial, e se houver indícios de patologia, exames complementares devem ser solicitados. O acompanhamento longitudinal é essencial para monitorar a resposta a intervenções ou a evolução do crescimento.
A caderneta contém gráficos de crescimento padronizados pela OMS, permitindo plotar peso e altura da criança ao longo do tempo e identificar se há um desvio do canal de crescimento esperado ou uma desaceleração.
Os primeiros passos incluem uma anamnese detalhada (história familiar, alimentar, doenças prévias), exame físico completo e, crucialmente, a avaliação do padrão de crescimento nos gráficos da caderneta da criança.
Preocupe-se quando a criança cruza dois percentis para baixo na curva de crescimento, quando a altura está abaixo do 3º percentil ou -2 desvios-padrão, ou quando há uma desaceleração significativa no ritmo de crescimento.
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