Baixa Estatura Infantil: Diagnóstico e Investigação de GH

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2022

Enunciado

A mãe de um menino, 8 anos de idade, refere que, desde os 2 anos, a criança é menor do que as outras da mesma idade. RNT, AIG, parto normal, IG: 39 semanas, peso ao nascimento: 3200 g e comprimento de 49 cm. Aleitamento materno até 1 ano de vida, sempre foi hígido, sem internações prévias, sem atopias. Estatura do pai: 1,78 m e da mãe: 1,65 m. Pais não consanguíneos, sem casos semelhantes na família. Ao exame, peso: 18 kg e estatura: 1,15 m ambos abaixo do percentil 3. Tireoide normal, impúbere e sem dismorfias.Em relação à melhor conduta para esse caso, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A)  Cariótipo, idade óssea, IGF-2 e GH basal.
  2. B) Cortisol e IGF-2. Se ambos estiverem baixos, fazer teste de geração de IGF-1 com a coleta de IGF após a administração de GH por 4 dias.
  3. C)  IGF-1, TSH, prolactina e testosterona.
  4. D)  IGF-1 e idade óssea. Se IGF-1 baixo, realizar teste para avaliar secreção de GH.
  5. E)  T4 livre, GH basal, cortisol e IGF-2.

Pérola Clínica

Baixa estatura + P3 + sem dismorfias → Investigar IGF-1 e idade óssea para deficiência de GH.

Resumo-Chave

A avaliação inicial da baixa estatura em crianças inclui a dosagem de IGF-1 e a idade óssea para rastrear possíveis deficiências hormonais, como a de GH. Se o IGF-1 estiver baixo, testes de estímulo são necessários para confirmar a deficiência de GH, diferenciando-a de outras causas de baixa estatura.

Contexto Educacional

A baixa estatura infantil é uma queixa comum na pediatria e endocrinologia, definida como estatura abaixo do percentil 3 para idade e sexo, ou abaixo de -2 desvios padrão. Sua investigação é crucial para identificar condições tratáveis e garantir o desenvolvimento adequado da criança. As causas são variadas, incluindo variantes da normalidade (baixa estatura familiar, atraso constitucional do crescimento e puberdade), doenças crônicas, síndromes genéticas e deficiências hormonais. A abordagem diagnóstica começa com uma anamnese detalhada, exame físico e avaliação da curva de crescimento. A idade óssea, determinada por radiografia de mão e punho, é fundamental para avaliar o potencial de crescimento residual. O IGF-1 (Fator de Crescimento Semelhante à Insulina 1) é um marcador importante da secreção de GH, pois seus níveis são mais estáveis que os de GH basal. Níveis baixos de IGF-1, especialmente na ausência de desnutrição, podem indicar deficiência de GH. Se houver suspeita de deficiência de GH após a triagem com IGF-1 e idade óssea, testes de estímulo de GH (como com clonidina, insulina ou arginina) são realizados para confirmar o diagnóstico. O tratamento da deficiência de GH envolve a reposição do hormônio, que pode melhorar significativamente o crescimento e a estatura final da criança. É vital descartar outras causas de baixa estatura antes de iniciar a terapia com GH.

Perguntas Frequentes

Quais são os primeiros passos na avaliação de baixa estatura em crianças?

A avaliação inicial de baixa estatura em crianças envolve a coleta de história clínica detalhada, exame físico completo, análise da curva de crescimento, cálculo da estatura alvo familiar e solicitação de exames como idade óssea e IGF-1.

Por que o IGF-1 é importante na investigação de deficiência de GH?

O IGF-1 reflete a secreção integrada de GH e é menos variável que o GH basal, sendo um bom marcador de triagem para a deficiência. Níveis baixos de IGF-1 em crianças com baixa estatura sugerem a necessidade de testes confirmatórios de estímulo de GH.

Quando é indicado realizar o teste de estímulo de GH?

O teste de estímulo de GH é indicado quando há forte suspeita clínica de deficiência de GH, geralmente após a exclusão de outras causas de baixa estatura e com níveis baixos de IGF-1 e/ou atraso significativo na idade óssea. Ele avalia a capacidade da hipófise de secretar GH em resposta a estímulos farmacológicos.

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