UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Menina de 10 anos é encaminhada para avaliar o crescimento. Sempre foi uma das mais baixas, crescendo entre -2,0 e -3,0 desvios-padrão da média para a idade desde os 3 anos. No último ano cresceu 7 cm, sendo 5 cm nos últimos 6 meses. Sem antecedentes patológicos, sem queixas no momento. Exame físico Tanner M2P2. Idade óssea 10 anos, Altura alvo 153 cm. O diagnóstico e a conduta corretos são:
Baixa estatura familiar com boa velocidade de crescimento e idade óssea compatível → GH pode ser considerado com consentimento.
A baixa estatura familiar é caracterizada por estatura abaixo do percentil 3, mas com velocidade de crescimento normal e idade óssea compatível com a cronológica. O uso de GH pode ser uma opção para melhorar a altura final em casos selecionados, após discussão detalhada com a família sobre riscos e benefícios.
A baixa estatura é uma queixa comum na pediatria e exige uma abordagem diagnóstica sistemática. A baixa estatura familiar é uma das causas mais frequentes, caracterizada por um padrão de crescimento que segue o canal genético dos pais, resultando em estatura final abaixo da média, mas dentro do esperado para a família. É crucial diferenciar esta condição de outras patologias que causam baixa estatura, como deficiência de hormônio de crescimento, hipotireoidismo ou síndromes genéticas. O diagnóstico baseia-se na avaliação da velocidade de crescimento (que é normal), na idade óssea (que é compatível com a idade cronológica) e na altura alvo calculada a partir da estatura dos pais. O estadiamento puberal (Tanner) também é importante para avaliar o desenvolvimento. Embora a baixa estatura familiar seja uma variante da normalidade, a indicação de GH pode ser considerada em situações específicas de baixa estatura idiopática, onde a altura final projetada é muito baixa e há impacto na qualidade de vida da criança, sempre com uma discussão aprofundada com a família sobre os potenciais benefícios e riscos do tratamento. Para residentes, é fundamental dominar o algoritmo diagnóstico da baixa estatura, saber interpretar a idade óssea e a velocidade de crescimento, e entender as indicações e contraindicações do GH. A conduta deve ser individualizada, priorizando o bem-estar da criança e o aconselhamento familiar, evitando tratamentos desnecessários ou ineficazes.
O diagnóstico de baixa estatura familiar é feito quando a criança apresenta estatura abaixo do percentil 3, mas com velocidade de crescimento normal para a idade e idade óssea compatível com a cronológica, além de histórico familiar de baixa estatura.
O GH pode ser considerado em casos de baixa estatura familiar idiopática, especialmente se a altura estiver significativamente abaixo da altura alvo genética e houver impacto psicossocial, após exclusão de outras causas e com consentimento informado dos pais.
A principal diferença é a idade óssea: na baixa estatura familiar, a idade óssea é compatível com a cronológica, enquanto no atraso constitucional, a idade óssea é atrasada em relação à cronológica, indicando um potencial de crescimento futuro maior.
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