UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2020
João, 6 anos, apresentava crescimento próximo do Z-escore -1. Entre segundo e quarto ano de vida houve redução da velocidade de crescimento assumindo um canal pouco abaixo do Z-escore -2. Estatura alvo no Z-escore -1. Mãe com menarca aos 12 anos e pai com estirão ao redor de 15 anos. Retornou ao pediatra agora e visto que mantém ritmo de crescimento de 5cm/ano e possui Rx de idade de 4 anos, com peso no Z-escore -2 e altura pouco abaixo do Z-escore - 2 . A principal hipótese diagnóstica é:
Baixa estatura constitucional → velocidade de crescimento normal, idade óssea atrasada, estatura alvo preservada e história familiar de atraso puberal.
A baixa estatura constitucional é uma variante normal do crescimento, caracterizada por uma desaceleração inicial do crescimento seguida por uma velocidade de crescimento normal para a idade óssea, atraso da idade óssea e puberdade tardia, mas com estatura final dentro do esperado para a família. A história familiar de atraso puberal é um forte indicativo.
A baixa estatura é uma queixa comum na pediatria e exige uma avaliação cuidadosa para diferenciar variantes normais do crescimento de patologias. A baixa estatura constitucional, também conhecida como atraso constitucional do crescimento e puberdade (ACCP), é a causa mais comum de baixa estatura em crianças saudáveis. É importante reconhecer este padrão para evitar investigações desnecessárias e tratamentos inadequados. O diagnóstico da baixa estatura constitucional baseia-se em uma combinação de dados clínicos e exames complementares. A história familiar de atraso puberal é um forte indicativo. A velocidade de crescimento, embora inicialmente desacelerada, é normal para a idade óssea. A idade óssea, determinada por radiografia de mão e punho, está atrasada em relação à idade cronológica, o que significa que a criança tem um potencial de crescimento residual maior. A estatura alvo, calculada a partir da estatura dos pais, geralmente é atingida. O manejo da baixa estatura constitucional é principalmente de observação e tranquilização dos pais, pois a criança atingirá uma estatura final dentro do esperado para sua família, embora mais tardiamente. Não há necessidade de tratamento hormonal. É crucial diferenciar de condições patológicas como a deficiência do hormônio de crescimento, que requer intervenção. O acompanhamento regular com curvas de crescimento e reavaliação da idade óssea são importantes para confirmar o diagnóstico e monitorar o progresso.
A baixa estatura constitucional é caracterizada por uma desaceleração do crescimento nos primeiros anos de vida, seguida por uma velocidade de crescimento normal para a idade óssea, atraso da idade óssea em relação à cronológica, e puberdade tardia, mas com estatura final dentro do potencial genético.
A idade óssea, avaliada por radiografia de mão e punho, é crucial. Na baixa estatura constitucional, a idade óssea está atrasada em relação à idade cronológica, indicando que a criança tem mais tempo para crescer e atingir sua estatura alvo.
A baixa estatura familiar é caracterizada por uma estatura abaixo da média, mas com velocidade de crescimento e idade óssea normais, e estatura final compatível com a baixa estatura dos pais. A constitucional tem atraso da idade óssea e puberdade tardia, com estatura final dentro do potencial genético, mas com um padrão de crescimento diferente.
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