Baixa Estatura Constitucional: Diagnóstico e Manejo Pediátrico
FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025
Enunciado
Paciente masculino de 12 anos de idade é levado para avaliação ambulatorial com queixa de ser o menor da classe, gerando alguns apelidos e desconforto ao paciente. Família fazia seguimento anual com pediatra até os 10 anos e traz recordatório mostrando que o paciente nasceu com 38 semanas, peso 3,2kg e 49cm, nega doenças crônicas ou uso de medicações rotineiramente. Nesse recordatório ainda tem anotado estatura de 125cm aos 10 anos, 131cm aos 11 anos e na consulta atual aos 12 anos, o paciente apresenta 136cm (percentil 3), Tanner G1P1 e você percebe ao exame físico detalhado uma clinodactilia à direita e proporções corporais preservadas. Qual sua hipótese diagnóstica e conduta sugerida?
Alternativas
A) Baixa estatura por deficiência de GH. Solicito dosagem de GH basal e após exercício físico para avaliar níveis que GH atingem após esforço físico. Se GH < 10 ng/dl após esforço, iniciar somatropina o mais breve possível pelo stress emocional que criança vêm passando.
B) Baixa estatura por hipotireoidismo. Solicito TSH, t4I e Anti-TPO, pois quadro clínico de baixa estatura associada à clinodactilia sugerem fortemente essa hipótese diagnóstica.
C) Baixa estatura por síndrome genética. Solicito cariótipo pois principal hipótese é síndrome de Noonan.
D) Baixa estatura constitucional. Tranquilizo família e recomendo realizar Rx idade óssea; trazer estatura dos pais para calcular canal familiar com a regra: estatura paterna + estatura materna +13/2. E retorno para acompanhar velocidade de crescimento.
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