Baixa Estatura: Atraso Constitucional do Crescimento

HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2021

Enunciado

Menino, 9 anos de idade, em consulta de puericultura, com queixa de ser mais baixo do que todos os seus colegas de sala na escola. Ao exame clínico, paciente com 118cm de altura, peso = 29kg, no estágio puberal de Tanner G1P1. Demais exames sem alterações. No prontuário consta que: há 1 ano a altura do paciente era = 113cm; altura do pai = 168cm e da mãe = 160cm. Solicitada radiografia de mãos e punhos, com idade óssea = 6 anos. Com base nessas informações, pode-se afirmar que o paciente apresenta:

Alternativas

  1. A) Baixa estatura patológica, devendo-se realizar pesquisa genética.
  2. B) Baixa estatura e atraso puberal, não relacionado a componente familiar.
  3. C) Atraso constitucional do crescimento com componente familiar.
  4. D) Atraso constitucional do crescimento, deve-se iniciar tratamento com GH.
  5. E) Atraso constitucional e puberal, não relacionado a componente familiar.

Pérola Clínica

Baixa estatura + velocidade de crescimento normal + idade óssea atrasada + pais baixos = Atraso Constitucional do Crescimento.

Resumo-Chave

O atraso constitucional do crescimento é uma variante da normalidade caracterizada por baixa estatura na infância, velocidade de crescimento normal para a idade óssea, atraso da idade óssea e atraso puberal, com estatura final dentro da estatura alvo familiar.

Contexto Educacional

A baixa estatura é uma queixa comum na pediatria e requer uma abordagem diagnóstica sistemática para diferenciar variantes da normalidade de condições patológicas. O atraso constitucional do crescimento e da puberdade (ACCP) é a causa mais frequente de baixa estatura transitória, sendo uma variante fisiológica do crescimento. O diagnóstico de ACCP baseia-se em alguns pilares: a criança apresenta baixa estatura para a idade cronológica, mas com uma velocidade de crescimento normal para a idade óssea. A idade óssea, determinada por radiografia de mão e punho, está atrasada em relação à idade cronológica. Além disso, há um atraso no início da puberdade (Tanner G1P1 em um menino de 9 anos é normal, mas a baixa estatura e idade óssea atrasada sugerem ACCP). Frequentemente, há história familiar de atraso no crescimento e puberdade. A estatura final tende a ser normal, dentro do canal genético familiar. É crucial diferenciar o ACCP de outras causas de baixa estatura, como deficiência de hormônio de crescimento, hipotireoidismo ou síndromes genéticas. A avaliação da velocidade de crescimento ao longo do tempo e a idade óssea são ferramentas diagnósticas chave. O tratamento com hormônio de crescimento não é indicado para ACCP, pois a criança atingirá sua estatura alvo geneticamente determinada, apenas em um tempo mais tardio. O manejo envolve tranquilizar a família e monitorar o crescimento e desenvolvimento puberal.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o diagnóstico de atraso constitucional do crescimento?

Os critérios incluem baixa estatura para a idade cronológica, velocidade de crescimento normal para a idade óssea, idade óssea atrasada em relação à idade cronológica, atraso puberal e, frequentemente, história familiar de atraso no crescimento e puberdade.

Como a idade óssea auxilia no diagnóstico da baixa estatura?

A idade óssea é um indicador da maturação esquelética. Em casos de atraso constitucional, a idade óssea é significativamente menor que a idade cronológica, indicando que o potencial de crescimento ainda não foi totalmente expresso.

Qual a diferença entre atraso constitucional e deficiência de hormônio de crescimento?

No atraso constitucional, a velocidade de crescimento é normal para a idade óssea e a estatura final geralmente é normal, enquanto na deficiência de GH, a velocidade de crescimento é consistentemente baixa para a idade cronológica e a estatura final é comprometida sem tratamento.

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