SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2021
Adolescente de 16 anos com queixa de ser o mais baixo de sua sala de aula. Apresenta história pregressa normal, mas percebeu que, nos últimos 2 anos, tem ficado para trás, em relação aos colegas da mesma idade. Apresenta, ao exame físico, estádio III de Tanner e score Z -2 de estatura. Seu pai tem 188cm de estatura, iniciou puberdade aos 16 anos e completou o seu crescimento aos 19 anos de idade. Sua mãe tem 164 cm de estatura, entrou em puberdade aos 10 anos e menarca ocorreu aos 13 anos de idade. Das alternativas a seguir, qual a medida isolada mais adequada, como PRIMEIRA intervenção:
Adolescente com baixa estatura e atraso puberal familiar → idade óssea é a primeira intervenção para diferenciar atraso constitucional.
Em um adolescente com baixa estatura e atraso puberal, especialmente com história familiar de puberdade tardia, a determinação da idade óssea é a primeira e mais importante intervenção para diferenciar um atraso constitucional do crescimento e puberdade de outras causas patológicas, avaliando o potencial de crescimento residual.
A baixa estatura em adolescentes é uma queixa comum que requer uma abordagem diagnóstica sistemática. É fundamental diferenciar variantes normais do crescimento, como o atraso constitucional do crescimento e puberdade (ACCP), de condições patológicas que exigem intervenção. O ACCP é a causa mais comum de baixa estatura e atraso puberal, caracterizado por uma história familiar de puberdade tardia e um padrão de crescimento que, embora lento inicialmente, culmina em uma estatura final dentro da faixa normal. A fisiopatologia do ACCP envolve um atraso no 'relógio biológico' do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal, resultando em um início mais tardio da puberdade e do estirão de crescimento. O diagnóstico diferencial inclui deficiência de hormônio de crescimento, hipotireoidismo, síndromes genéticas (ex: Turner), doenças crônicas e desnutrição. A avaliação inicial deve incluir história detalhada (padrão de crescimento, história familiar, puberdade dos pais), exame físico (estadiamento de Tanner, medidas antropométricas) e, crucialmente, a determinação da idade óssea. A idade óssea, avaliada por radiografia de mão e punho esquerdo, é a ferramenta mais importante para diferenciar o ACCP, onde a idade óssea é significativamente atrasada em relação à idade cronológica. Isso indica um potencial de crescimento residual maior. Outros exames como IGF-1, função tireoidiana ou cariótipo são indicados se a idade óssea for compatível com a idade cronológica ou se houver outros sinais de patologia. A conduta no ACCP é geralmente expectante, com acompanhamento do crescimento e desenvolvimento puberal, tranquilizando a família sobre o prognóstico favorável.
A idade óssea é crucial para determinar o potencial de crescimento residual do adolescente e diferenciar o atraso constitucional do crescimento e puberdade (onde a idade óssea é atrasada) de outras causas patológicas.
O ACCP é caracterizado por baixa estatura, atraso no início da puberdade, idade óssea atrasada e história familiar de puberdade tardia, com um padrão de crescimento que eventualmente alcança a estatura alvo adulta.
Suspeitar de causas patológicas se houver desaceleração do crescimento, ausência de história familiar de puberdade tardia, idade óssea compatível com a idade cronológica ou sinais de outras síndromes/doenças crônicas.
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