HFA - Hospital das Forças Armadas (DF) — Prova 2015
O crescimento é um indicador bastante sensível do estado nutricional da criança. As suas desacelerações ou acelerações estão associadas ao aumento do risco de desenvolvimento de doenças a curto e a longo prazos. No acompanhamento da curva de crescimento no ambulatório de crescimento e desenvolvimento, é CORRETO afirmar que:
Baixa estatura em crianças = Alerta importante para investigação de doenças crônicas subjacentes.
O crescimento é um indicador sensível da saúde infantil. A baixa estatura, especialmente quando associada a uma desaceleração da velocidade de crescimento, é um sinal de alerta para a presença de doenças crônicas que podem afetar a absorção de nutrientes, o metabolismo ou a produção hormonal.
O crescimento infantil é um dos mais importantes indicadores de saúde e bem-estar, refletindo a interação complexa entre fatores genéticos, nutricionais e ambientais. Desacelerações ou acelerações anormais na curva de crescimento podem sinalizar riscos para a saúde a curto e longo prazo. A baixa estatura, em particular, é um sinal de alerta crucial que não deve ser negligenciado. A baixa estatura é frequentemente a manifestação de uma doença crônica subjacente, como doenças gastrointestinais (doença celíaca, doença inflamatória intestinal), renais (insuficiência renal crônica), endócrinas (hipotireoidismo, deficiência de GH) ou síndromes genéticas. Essas condições podem interferir na absorção de nutrientes, no metabolismo energético ou na regulação hormonal do crescimento, levando a um comprometimento da estatura final. É fundamental que o acompanhamento do crescimento seja feito de forma contínua, utilizando as curvas de crescimento apropriadas. A identificação precoce de desvios permite a investigação e o tratamento oportuno da causa subjacente, melhorando o prognóstico da criança. Além disso, é importante reconhecer que o baixo peso ao nascer está associado a um maior risco de doenças cardiovasculares e metabólicas na vida adulta, e uma alta velocidade de crescimento na infância pode predispor à obesidade e diabetes tipo 2.
Doenças crônicas, como doença celíaca, doença inflamatória intestinal, insuficiência renal crônica ou cardiopatias congênitas, podem comprometer a absorção de nutrientes, aumentar o gasto energético ou interferir no eixo hormonal do crescimento, resultando em baixa estatura.
Uma elevada velocidade de crescimento na infância, especialmente nos primeiros anos, pode estar associada a um risco aumentado de desenvolver obesidade, síndrome metabólica e diabetes tipo 2 na vida adulta, não diabetes tipo 1.
Crianças com baixo peso ao nascer têm um risco aumentado de desenvolver doenças cardiovasculares, hipertensão e diabetes tipo 2 na vida adulta, devido a adaptações metabólicas intrauterinas que podem predispor a essas condições.
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