UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2015
Menina de nove anos é levada ao ambulatório para consulta de rotina. O pediatra constata que o escore-Z de IMC é +2, a altura está abaixo do alvo genético e o crescimento foi de 2 cm em um ano. O exame físico é normal, Tanner M1P1. Foi solicitado raio X de mão e punho esquerdos que mostrou idade óssea de cinco anos. A provável causa de baixa estatura, nesse caso, é:
Baixa estatura + idade óssea atrasada + puberdade ausente + IMC elevado → suspeitar causa endócrina (ex: deficiência GH, hipotireoidismo).
A discrepância entre a idade cronológica (9 anos) e a idade óssea (5 anos), associada à baixa estatura, crescimento lento e ausência de sinais puberais (Tanner M1P1), sugere fortemente uma causa endócrina para o atraso de crescimento. O IMC elevado pode ser um achado em algumas endocrinopatias, como a deficiência de GH.
A baixa estatura é uma queixa comum na pediatria e exige uma abordagem diagnóstica sistemática para identificar causas patológicas. É definida como altura abaixo do 3º percentil ou -2 desvios-padrão para idade e sexo, ou uma velocidade de crescimento abaixo do esperado. A prevalência de baixa estatura patológica é menor que a de baixa estatura familiar ou constitucional, mas seu reconhecimento precoce é crucial para intervenção adequada. O diagnóstico diferencial da baixa estatura envolve a avaliação da velocidade de crescimento, proporções corporais, idade óssea e sinais puberais. Causas endócrinas, como deficiência de hormônio de crescimento, hipotireoidismo e Síndrome de Turner, frequentemente cursam com atraso da idade óssea e da puberdade. A deficiência de GH, em particular, pode estar associada a um IMC elevado, enquanto o hipotireoidismo apresenta outros sinais sistêmicos. O tratamento da baixa estatura depende da etiologia. Para deficiência de GH, a reposição hormonal é o pilar terapêutico. No hipotireoidismo, a levotiroxina é a medicação de escolha. O prognóstico é melhor quando o diagnóstico e o tratamento são instituídos precocemente, minimizando o impacto na altura final e na qualidade de vida da criança.
Sinais de alerta incluem desaceleração da velocidade de crescimento, altura abaixo do percentil 3 para idade e sexo, idade óssea significativamente atrasada em relação à idade cronológica, e ausência de sinais puberais na idade esperada.
A idade óssea, avaliada por radiografia de mão e punho, é um indicador da maturação esquelética. Um atraso significativo pode indicar causas endócrinas ou constitucionais, enquanto uma idade óssea avançada sugere puberdade precoce ou excesso de hormônios.
Deficiência de hormônio de crescimento (GH) e hipotireoidismo são causas comuns. A deficiência de GH cursa com velocidade de crescimento reduzida e idade óssea atrasada. O hipotireoidismo, além da baixa estatura e atraso ósseo, pode apresentar fadiga, constipação e pele seca.
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