Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2022
A mãe de um menino de 7 anos está preocupada com a altura dele, pois é o menor da sua classe. Antecedentes: nasceu prematuro de 35 semanas, adequado para a idade gestacional, e tem asma controlada com o uso, há 6 meses, de corticoide inalatório em dose baixa. A mãe não tem as medidas de altura anteriores, realizadas por outro pediatra, mas ela diz que ele sempre foi “miudinho”. Na consulta de hoje, tem altura e peso, ambos, no percentil 10, e a altura-alvo calculada está no percentil 25. De acordo com a correta hipótese diagnóstica, a conduta deve ser:
Criança com baixa estatura, mas peso e altura proporcionais e altura-alvo compatível → Acompanhar velocidade de crescimento.
A baixa estatura isolada, sem desproporção e com altura-alvo dentro de um percentil razoável, especialmente em um ex-prematuro, sugere uma variação da normalidade (como atraso constitucional ou baixa estatura familiar). A conduta inicial é monitorar a velocidade de crescimento, que é o melhor indicador de um problema subjacente.
A baixa estatura é uma queixa comum na pediatria e pode gerar grande ansiedade nos pais. É fundamental diferenciar as variantes normais do crescimento (baixa estatura familiar e atraso constitucional do crescimento e puberdade) das condições patológicas. A avaliação inicial deve incluir a história completa (incluindo peso e altura ao nascer, doenças preexistentes, uso de medicamentos), exame físico detalhado e, crucialmente, a plotagem das medidas de altura e peso em curvas de crescimento padronizadas. O parâmetro mais importante na avaliação da baixa estatura é a velocidade de crescimento. Uma criança que cresce em uma velocidade normal para a idade, mesmo que esteja em um percentil baixo, geralmente não tem uma patologia subjacente. A altura-alvo (calculada a partir da altura dos pais) também é um indicador útil para avaliar o potencial genético de crescimento da criança. No caso apresentado, a criança tem altura e peso proporcionais no percentil 10 e uma altura-alvo no percentil 25, o que sugere uma variação da normalidade, possivelmente relacionada à prematuridade ou um atraso constitucional. A conduta inicial mais adequada é o acompanhamento da velocidade de crescimento em um período de 4 a 6 meses. Se a velocidade de crescimento estiver normal, a criança pode ser tranquilizada e acompanhada rotineiramente. A solicitação de exames como idade óssea ou encaminhamento para endocrinologista é reservada para casos em que a velocidade de crescimento é persistentemente baixa ou há outros sinais de alerta para patologia. O uso de corticoide inalatório em baixa dose, embora possa ter um impacto mínimo, não é a causa mais provável de baixa estatura significativa nesse contexto.
O primeiro passo é avaliar a velocidade de crescimento ao longo do tempo, comparando as medidas de altura em intervalos regulares (geralmente 4-6 meses) para determinar se o crescimento é adequado para a idade.
A investigação é necessária se a velocidade de crescimento estiver abaixo do percentil 25 para a idade e sexo, se houver desproporção corporal, sinais de doenças crônicas ou se a altura estiver muito abaixo da altura-alvo.
Corticoides inalatórios em baixas doses geralmente têm um impacto mínimo ou insignificante na altura final, embora possam causar uma pequena redução transitória na velocidade de crescimento no primeiro ano de uso.
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