UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2015
Escolar do sexo masculino de sete anos e seis meses de idade, previamente saudável, trazido ao seu consultório com queixa de baixa estatura. A família tem boa renda e as condições alimentares são adequadas. A altura da mãe é de 1.55 m (p25) e a do pai de 1.75 m (p50-75). Traz exames complementares realizados previamente com resultados dentro do padrão normal. Atualmente a criança mede 1.16 m e pesa 20 kg, tem desenvolvimento neuropsicomotor e exame físico normais. A melhor conduta é:
Baixa estatura com velocidade de crescimento normal e exames prévios normais → tranquilizar e reavaliar.
Em crianças com baixa estatura, mas com velocidade de crescimento adequada para a idade, desenvolvimento neuropsicomotor normal, exame físico sem alterações e exames complementares prévios normais, a conduta inicial é tranquilizar a família e monitorar o crescimento. Isso sugere uma variante da normalidade, como baixa estatura familiar ou retardo constitucional.
A baixa estatura é uma das principais razões para consulta pediátrica, gerando preocupação em pais e cuidadores. A avaliação inicial deve ser abrangente, incluindo histórico familiar, curva de crescimento, velocidade de crescimento, exame físico detalhado e, se necessário, exames complementares. É crucial identificar se a baixa estatura é uma variante da normalidade ou se indica uma condição patológica subjacente. No caso apresentado, o escolar tem baixa estatura, mas com desenvolvimento neuropsicomotor e exame físico normais, exames complementares prévios dentro do padrão normal, e altura dos pais que sugere um alvo genético razoável. A ausência de sinais de alerta para doenças crônicas ou endócrinas, juntamente com uma velocidade de crescimento provavelmente normal (embora não explicitamente dada, a conduta sugere isso), aponta para uma variante da normalidade, como o retardo constitucional do crescimento. A melhor conduta, nesse cenário, é tranquilizar a família e realizar um acompanhamento cuidadoso do crescimento em 6 a 12 meses. Isso permite observar a velocidade de crescimento ao longo do tempo e confirmar a ausência de progressão para uma condição patológica. A solicitação de exames mais complexos ou o encaminhamento para um especialista são reservados para casos com sinais de alerta ou quando a velocidade de crescimento se mostra persistentemente inadequada.
Uma criança é considerada com baixa estatura quando sua altura está abaixo do 3º percentil ou -2 desvios-padrão para a idade e sexo, ou quando sua velocidade de crescimento está abaixo do esperado para a idade.
Na baixa estatura familiar, a criança tem pais baixos e sua altura está dentro do alvo genético, com idade óssea compatível com a idade cronológica. No retardo constitucional, a idade óssea é atrasada em relação à idade cronológica, e a puberdade é tardia, mas a altura final geralmente é normal.
O encaminhamento é indicado se houver velocidade de crescimento persistentemente baixa, sinais de dismorfismos, doenças crônicas, deficiências hormonais (como hipotireoidismo ou deficiência de GH), ou se a altura estiver muito abaixo do alvo genético.
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